Apesar de existirem mensurações fisiológicas e imunológicas de estresse (e inversamente de bem-estar), a principal medida de bem-estar é a avaliação do comportamento do animal. Conhecer o comportamento de cada espécie nos permite saber se determinado comportamento expresso é anormal e se, portanto, o animal está sujeito a uma condição estressante. Um exemplo claro disso é a presença de fezes em toda a baia de suínos. O comportamento normal desta espécie é a escolha de um local, longe daqueles de descanso e a alimentação, para depósito de fezes e urina. Assim, ao saber-se deste tipo de comportamento normal, a defecação em toda a baia nos permite afirmar que os animais não estão em condições de bem-estar, apresentando estresse que pode ser decorrente de superlotação, da diferença de tamanho entre os animais, de ruídos elevados, temperatura inadequada...Da mesma forma, galinhas poedeiras criadas em gaiolas onde seus movimentos ficam restritos, passam a se automutilar e frangos criados em taxas de lotação elevadas passam a bicar seus companheiros.
Considerando-se que estresse e bem-estar animal são inversamente relacionados, alguns países têm se mobilizado no sentido de oferecer aos animais de produção condições mais próximas ao natural, e, com isso tentar reduzir as condições estressantes a que são submetidos. Este fato tem tido repercussão no mercado internacional, principalmente de carne, em decorrência da pressão de grupos pró-bem-estar animal que, na Europa, têm divulgado negativamente estabelecimentos comerciais que vendem carne importada de regiões onde os animais não são criados de acordo com as regras de bem-estar. Em adição, em diversos países, o valor de produtos originados de animais criados em condições onde o bem-estar dos mesmos foi considerado atinge preços diferenciados (até 40% superiores).