Diante das estatísticas das vendas externas brasileiras de carne suína pode-se perceber que as questões acerca da febre aftosa em algumas regiões brasileiras, geraram mais boatos do que fatos, quando se fala em exportação brasileira de carne suína. A tal ponto que a expectativa é de que se concretize um volume superior a 600.000 toneladas exportadas neste ano de 2005. Apesar de algumas especulações, especialmente no que diz respeito aos preços pagos aos produtores, os volumes vendidos até o mês de outubro, neste ano de 2005, registram recordes. Na prática, entre janeiro e outubro deste ano, foram exportadas 539.174 toneladas de carne suína, o que representa um aumento superior a 30% sobre o volume registrado em igual período de 2004. Além disso, também houve incremento na receita cambial das vendas (que atingiram US$ 1,0 bilhão FOB) com um aumento superior a 63% (sobre a receita das vendas de igual período do ano passado) e que é resultado da elevação de 28% no preço médio do produto (que neste ano de 2005, até outubro, foi de US$ 1.873,00/tonelada). Os dados disponíveis mostram que especificamente no mês de outubro, quando foram embarcadas 65.509 toneladas de carne suína, colocaram o volume mensal como o maior do ano de 2005. O destaque no destino da exportação de carne suína brasileira continua sendo o mercado russo, que absorveu nos primeiros nove meses deste ano 64% do volume total exportado. O alerta, então é muito mais pelo lado da necessidade de agilidade no escoamento do produto para o exterior (prejudicado sobremaneira pela greve dos fiscais federais agropecuários), do que propriamente pela aceitação do produto brasileiro no exterior, já que no caso da Rússia, a partir do mês de dezembro os portos do país não têm condições de receber navios devido ao rigoroso inverno e as atividades somente podem ser retomadas no mês de março.
EQUIPE DA CEEMA( )
( ) Prof. Argemiro Luís Brum; Tania Marques Tybusch; Angélica Roratto

