A decisão de melhorar a qualidade de vida é uma determinação de mudanças, nos tipos de relações com os outros e consigo mesmo.
No momento em que começar a cuidar mais de sua vida, as pessoas à sua volta poderão se sentir ameaçadas e talvez isso o deixe desconfortável.
Por exemplo: Se você sempre disse "sim" aos parentes que pediam sua ajuda, terá de se acostumar com as reações adversas ao dizer "não".
Você costuma pôr as necessidades de seus filhos antes das suas, poderá se sentir culpado ao se colocar como prioridade da sua própria vida.
Quando essas reações aparecerem, é possível que a sua atitude seja como a maioria das pessoas, reagindo com um passo atrás para não ferir os sentimentos de terceiros e, para evitar conflitos, desaprovação ou abandono.
A preferência, muitas vezes, é de ser cuidadoso com os outros e colocar nossas necessidades de lado, quando corremos o risco de sentir culpa, de desapontar alguém ou de provocar uma briga.
Em casa, você pode deixar de dar atenção a seus filhos para manter um bom relacionamento com seu companheiro, mas isso pode causar ressentimento a longo prazo.
Quando ignoramos nossos desejos e nos esforçamos para agradar os outros, acabamos negligenciando aquilo que nos permite conquistar uma vida mais significativa: nossa força interior.
Estamos treinados para ignorar essa força desde a infância. Fomos ensinados a viver de acordo com certas regras, às vezes impostas de maneira sutil e outras nem tanto, por influência de nossos pais, da sociedade, de questões religiosas, de treinamentos na escola, etc.

