Apesar do agronegócio brasileiro representar 28% do PIB e a agropecuária 7%, o crédito rural chega apenas a R$ 70 bilhões, financiando a geração de um PIB agrícola de R$ 150 bilhões aproximadamente. Isto leva muitos produtores a investirem recursos próprios na agricultura. Neste sentido, destacou-se no Fórum que um produtor de soja, ao financiar sua lavoura, tem um custo de 4,6% apenas, enquanto aquele produtor que decidir utilizar recursos próprios terá um custo de 8,4%, considerando o rendimento médio oferecido pelo sistema financeiro nacional nas aplicações. Neste contexto, não serão os mecanismos atuais, hoje superados e arcaicos, que financiarão o agronegócio. Será o mercado o grande financiador do setor, através da emissão de títulos vendidos pelas próprias empresas. Infelizmente, com os atuais mecanismos de política não há como financiar a nossa agricultura. Ao mesmo tempo, temos de aprender a administrar o processo produtivo agrícola, sendo que a fiscalização pública deve dar ênfase às descobertas científicas nacionais, protegendo os investimentos que estão sendo feitos no setor. O debate tecnológico foi concluído com a constatação de que o setor agrícola deve encontrar um caminho para reivindicações mais unânimes junto ao executivo, sendo que os projetos devem ter sustentação técnica para receberem créditos. No painel de comercialização, destacou-se que o mercado mundial está muito volátil, perdendo em racionalidade e priorizando a emoção. Afinal, a produção de grãos hoje não tem somente a função de alimentar, mas também de gerar energia. A mesma explicaria o fato de que os preços da soja subiram no momento em que a relação estoque/consumo e a produção estão em níveis dos melhores da história. Uma contradição que pode não durar muito, embora a volatilidade permaneça!
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