O tradicional Fórum da Soja, realizado no dia 13/03 em Não-Me-Toque, durante a Expodireto, deu ênfase a três assuntos: a tecnologia no setor primário; a comercialização de milho e soja; e a constituição de um PAC para o agronegócio. No primeiro tema, os técnicos alertaram para a necessidade do setor em privilegiar melhorias ambientais, primando pela busca da qualidade do solo, com destaque ao ar e a água. O setor deve encontrar sistemas de produção ideais para cada região. A falta de atenção a estas questões explica as fortes diferenças nas produtividades regionais. Neste contexto, o setor deve realizar um monitoramento constante das lavouras, pois isto se torna uma ação fundamental para o sucesso no uso de produtos químicos contra as doenças e pragas nas lavouras. Deve-se dar cada vez mais atenção aos ambientes específicos para se definir cultivares adequadas para cada região. O Brasil tem um enorme potencial agrícola, podendo mais do que duplicar a área plantada. Para tanto, precisamos usar melhor a tecnologia que temos. Para se ter uma idéia da importância de tal ação, na soja, por exemplo, a produtividade média no Rio Grande do Sul é de 2.100 quilos/hectare, enquanto no Brasil a mesma atinge a 2.735 quilos/hectare. Caso o Estado gaúcho chegue à produtividade média nacional, agregará uma renda bruta de R$ 1,2 bilhão apenas com a oleaginosa. Neste sentido, a pesquisa em biotecnologia deve ser o sustentáculo da produção rural, na medida em que a transgenia ganha espaço no mundo. Devemos ser rápidos neste processo, pois toda a pesquisa nesta área leva cerca de 20 anos para maturar. Pesquisa gera soluções, as sementes multiplicam as soluções, e a produção representa o uso das soluções. Mas, a pesquisa requer investimentos que, no Brasil, são reduzidos!
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