H2 VERDE: Quem nos protegerá de Governos/Políticos/Europeus?
O Brasil, “sonhador e até irresponsável/desinformado acima”, parece que vive uma realidade completamente diferente do Povo brasileiro e até mundial.
Tudo o que os cientistas e nós socioambientalistas, sérios, publicamos sobre os já efeitos gigantes, mas apenas iniciais, das mudanças climáticas no Brasil e no Mundo, simplesmente, se tornam desconhecidos, desinteressantes e até são consideradas como “idiotas” por alguns espertalhões, inclusive por boa parte da mídia talvez até já bem vendida. Alguns de nós - “do contra”, altamente patrióticos, mas também, totalmente apolíticos (nem afoitos nem vendidos nem submissos a quaisquer interesses ou mandos) -, obviamente, nunca fomos ou não seremos ouvidos nem consultados pelos Governos e/ou nem pelos políticos “sérios” (sic) acerca, sobretudo por, já termos a coragem real (até correndo perigos) de alertar muito o nosso povo e de colocar os dedos nas feridas contra as produções previstas de tal H2 Verde. Neste caso, boa parte do povo mundial parece que também ainda não quer nem cogita usar tal H2 Verde. A maioria dos Governos, dos empresários reais e dos investidores do Mundo - e sobretudo dos futuros consumidores/compradores dos veículos elétricos/híbridos e do seu H2 verde - ainda está à espera de grandes milagres e/ou de melhores resultados produtivos/de seguranças e somente planejam e/ou somente projetam e/ou somente falam em investir seus Us $ bilhões nele (tentando criarem fatos novos e/ou “ver se cola” e/ou se já convencer alguns investidores pessoais/familiares até trouxas e/ou muito afoitos). Tais recusas reais - facilmente percebíveis na imprensa especializada e séria quase que somente do exterior - talvez até sejam por ser algo ainda até mentiroso e/ou em nada seguro e/ou não competitivo e/ou ainda nem tão necessário e/ou nunca barato e que vai levar mais 30 anos para conseguir competir como os demais combustíveis líquidos/gasosos no Brasil, onde já temos outros combustíveis bem mais sustentáveis como o etanol, o biodiesel e até o recente biometano (a partir de lixos orgânicos e/ou de fezes animais e/ou até de aterros sanitários etc.., este, pelo menos, um pouco mais limpos, embora também muito perigoso). Muito e muito pior é o tal H2 Verde do Brasil, na verdade, um gigante consumidor de água e de energias elétricas sustentáveis que o Brasil até já oferece para destruir o que for necessário internamente para, obedientemente/encurvadamente, produzi-lo e mandá-lo, mesmo que subsidiando, para a Europa (Continente dominador e que já nos levou/nos roub... por centenas de anos, desde o pau brasil mais muito ouro das suas igrejas e castelos, muitas madeiras nobres, cacau, café, açúcar, guaraná, assai etc..), mas com energias sustentáveis estas que já não temos ou não teremos o suficiente para nosso povo mais para nossos veículos e nossas industrias nos próximos 50 anos. Para os que defendem e anunciam o contrário, somente pergunto quais são as perdas % de potenciais geradoras reais, mais horarias mais diárias, de uma torre/fazenda eólica e, principalmente, de um campo com centenas a milhares de painéis fotovoltaicos seriados e que somente conseguem captar por até 03 horas/dia não nublados/não chuvosos e na maioria do país e por até 05 horas/dia não nublados/não chuvosos no semiárido/norte de MG e, na média anual somente a cada 03 dias com sol garantido e intenso, lembrando sempre que somos um pais Mundial equatorial, mas também muito agrícola e muito abrangente geograficamente com o agro, ou seja, não vivemos sem nuvens nem sem chuvas (vide mais dados sérios no Atlas Solarimétrico Mundial da NASA, onde se prova que a produção/captação solar honesta e possível no Brasil é bem menor do que em muitos países do Mundo, inclusive da África e nos desertos dos EUA, do Chile e do Peru).
Neste momento (setembro/2024), boa parte do Brasil já torra em até quase 45º C desde julho/2024 MAIS com seca gigante e muito acima das históricas ocorrendo recente nos rios da Amazonia mais do norte do País MAIS com umidade do ar mínima de até 6% em alguns locais, situações que destroem rapidamente muitas vidas e biomas. Mesmo assim, que quase ninguém quer ler nem ouvir e muito menos falar acerca e nem vem nenhum empresário e/ou investidor e/ou governo europeu nos socorrer e nos ajudar a bancar tais custos e tais prejuízos até anunciados, ou seja, todos são apenas ignorantes sábios, mas, na verdade nada querem de bom para o nosso pais e nosso povo, mas apenas lutam para seus elevados e até estranhos/inusitados interesses políticos-financeiros.
Na semana anterior, nosso brilhante cientista Carlos Nobre surpreendeu, de novo, o Brasil ao afirmar sabiamente que “todos os biomas brasileiros estão em risco”. O Cientista afirma que Caatinga está se tornando semidesértica; o Cerrado cada vez mais semiárido; a Amazônia savanizada e o Pantanal podendo desaparecer até o final do século. Carlos Nobre – ex-INPI Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - é a nossa referência internacional em assuntos relacionados ao aquecimento global. Ele alertou para o risco que os biomas brasileiros correm de deixar de existir diante do avanço do desmatamento mais das mudanças do clima mais da contribuição da ação humana na crise climática”. “Nobre cita, por exemplo, que o prolongamento da estação seca no sul da Amazônia, que está durando 04 a 05 semanas mais do que há 40 anos” e se/quando “ela chegar a 06 meses, aí já não tem condições de manter a Floresta Amazônica. Seis meses de estação seca já é o clima do Cerrado”. “Além disso, o Pantanal pode até desaparecer antes do final do século, pois a área ex coberta pela água do Pantanal já diminuiu mais de 30% desde 1985”. Vide em: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/todos-os-biomas-estao-em-risco-diz-carlos-nobre-a-cnn/ .
Desde 2020, a sra. Natureza já nos avisa, claramente, que, com tantas agressões pelas indústrias nacionais grandes a gigantes - principalmente do Sudeste/Sul/Nordeste (em especial pelas petroleiras/refinarias mais aciarias, siderúrgicas, metalúrgicas, metalmecânica, química fina, cerâmicas/refratários/fornos, cimentos, maquinas e equipamentos, celuloses etc.., ou seja, indústrias - que se dizem como já muito sustentáveis (para os Governos e Políticos as engolirem/as protegerem) - , mas, que, na verdade e no conjunto, elas somadas entre si - mais com as derrubadas florestais e/ou por seus incêndios gigantes mais com as devastações continuadas de solos/aguas pelos agronegócios do Centro-Oeste, Nordeste e Sul - já emitem cerca de 70,0% do Co2 brasileiro – e ainda ampliando em 1,5% a.a. -, ante apenas 25,0% por toda nossa frota veicular - não dá para perdoar nem para continuar ou para até proteger. Assim, a mãe Natureza já muito avisou e agora quer e vai devolver todas as agressões continuadas que sofrer pelos Homens, Empresas e Governos e nas piores formas de muitos prejuízos e de muito mais mortes, todas já bem anunciadas. Ou seja, a natureza devolverá tudo o que uma minoria – cega e surda – ainda se nega a aceitar e tenta apenas desdizer/ludibriar e em nada remediar/deter (muito mal, usando os poucos recursos que não temos e que são fundamentais para outras prioridades com desfavelizar e para o saneamento básico), achando que a crise ambiental e a social não vão voltar nem ampliar nos próximos anos. Embora já cíclicos e anunciados a Natureza já nos mostrou seus braços poderosos, quando agredida, como é o caso e em ampliações no Brasil. Tudo começou aqui em setembro/2015 (ou seja, 9 anos atras e em que nada aprendemos) com os rompimentos das barragens em Mariana-MG; depois em Brumadinho-MG em janeiro/2019; idem quedas de barreiras e mortes em Petrópolis (1988 e 2022); desastres ambientais gigantes e seriados em Santa Catarina (1974, 2008; 2011 e 2022), idem no Rio Grande do Sul em 2023, o pior de todos até o momento e, pior, com todos mostrando que estão ampliando, enquanto descuidarmos e insistirmos com erros como nestes do H2 verde. Pior, ao longo de 17 anos, entre 2003 e 2021, o Rio Grande do Sul já registrou um total de 4.230 ocorrências de desastres naturais. Apenas entre 2017 e 2021, 4,44 milhões de pessoas em 482 dos 497 municípios do Estado foram afetadas ou morreram por estes eventos naturais.


