Confirmando o estimado, o ano de 2006 terminou com uma inflação oficial (IPCA) bastante baixa. O percentual de 3,14%, além de ficar dentro da meta inflacionária (um dos três pilares da estabilização econômica, adotado a partir da desvalorização do real em janeiro de 1999), a qual era de 4,5% (com margem de dois pontos percentuais para cima ou para baixo), igualmente foi o menor dos últimos quatro anos e o segundo mais baixo percentual de inflação anual desde o lançamento do Plano Real, em julho de 1994. Somente em 1998, com 1,65%, o IPCA anual foi mais baixo do que o registrado em 2006. Além disso, após a forte derrapagem ocorrida em 2002, quando a inflação subiu para 12,53% anual, colocando em risco a própria sobrevivência da estabilidade, devido à reação do mercado às intempestivas e até irresponsáveis declarações econômicas do então candidato à presidência da República, Sr. Luiz Inácio Lula da Silva. Passada esta fase de demagogias e populismos maiores, a economia acabou sendo mantida nos mesmos rumos do governo anterior, inclusive na falta de iniciativas firmes para a construção de reformas do Estado. Apesar desta enorme lacuna, que hoje penaliza um melhor crescimento e desenvolvimento do país, a inflação se manteve sob controle desde então. Todavia, para 2007 a tendência será de uma inflação um pouco maior, puxada pela decisão oficial de tentar alcançar um PIB de 5% mesmo sem reformas no Estado. Assim, a maior liberação de recursos e, talvez, pequena redução de impostos, traga mais dinheiro à economia, elevando o índice de preços para algo em torno de 4% a 4,5%. Mesmo assim, dentro da meta inflacionária, mantida em 4,5% para 2007. O atual comportamento da inflação permite uma redução um pouco maior da Selic (juro básico oficial) para este novo ano.
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