Nas relações econômicas e comerciais entre as nações
não há lugar para amigos nem inimigos. Só para negócios.
John Foster Dulles (1897-1968), chanceler americano
O futuro do comércio internacional, como nunca antes, passa a ditar o futuro de cada economia nacional - nestes tempos bicudos de globalização não mais reversível. E o futuro do comércio internacional tem a ver com a quebra ou não do impasse instalado no megabloco dos mercados agrícolas.
No plano econômico, com sobras para a arena política, a economia do agrobusiness ainda é o pau-da-barraca das nações desenvolvidas. E, claro, a bóia salva-vidas dos países emergentes e submergentes, maioria dos quais ainda no estágio da América rural do século 18. E com a subnutrição endêmica martirizando um terráqueo em cada cinco.
A questão de fundo está no paradoxo temporal da globalização sem fronteiras para uma agricultura ainda aprisionada por barreiras de mercados nacionais estanques. Em especial, antigas barreiras tarifárias e não-tarifárias ainda não rebaixadas pelos países desenvolvidos. Proteção reforçada por uma vasta usinagem de subsídios fiscais, incentivos financeiros, repasses tecnológicos e facilidades operacionais.

