O ano de 2001 está sendo muito bom para a indústria do cavalo no Brasil. Quando falo em indústria do cavalo, incluo desde o pequeno produtor de freios até o grande criador, sem falar nas grandes fábricas multinacionais de rações específicas para o ramo.
Como criador de cavalos quarto de milha no RS, tento acompanhar o que está acontecendo em termos de comércio, tanto aqui como no resto do Brasil. Em todos os leilões que pude acompanhar, tanto oficiais como particulares da raça QM, ou outras raças, os animais tiveram um aumento considerável nos seus preços, chegando a valores iguais a mercados de países de economia estabilizada.
É justamente aí, na melhora na economia, que podemos atribuir o que está acontecendo com o mercado do cavalo. Este reflete o que está acontecendo economicamente no país. A produção de animas implica em custos para a reprodução com a contratação de veterinário, compra de sêmen, inseminação, medicamentos, etc. Quando há uma grande recessão, os criadores não investem na produção, isto é, deixam suas éguas “vazias”. Isto acarreta, posteriormente, uma escassez de matéria-prima, ou seja, cavalo. No momento em que há pouca oferta, associada a uma melhora da economia refletida, por exemplo, no aumento de produção de grãos, os consumidores de cavalos começam a investir novamente no “lazer”.
Nos últimos 5 anos, houve uma diminuição da produção de cavalos ano a ano, chegando a um nível muito baixo de produção. Creio que esta seja uma filosofia errada de criação, refletindo, hoje, numa grande procura para aquisição de animais.
Este ano, nós criadores, não podemos nos queixar das vendas, apenas tratar de diminuir nossos custos para terminar o ano com muita satisfação, isto é, realizar um ótimo lucro, meta que tentamos atingir ano a ano.