Existe um mito de que os latinos e os brasileiros são avessos a regulamentos e regras. Mas, quando avaliamos o desempenho de algumas sociedades, tidas como de primeiro mundo, nos espanta que o Brasil esteja entre os países que mais aplicam as normativas internacionais da ISO 9.000.
Como norma não é um assunto que freqüenta as mesas dos bares, realmente intriga este gosto de alguns setores, principalmente da indústria, pela aplicação de regulamentos. A resposta está na exigência do mercado, isto é, o consumidor, que está buscando produtos industrializados que disponham de qualidade assegurada, rastreabilidade e sistema de produção confiável.
Mas nem sempre foi assim. A ISO 9.000, por exemplo, demorou quase quinze anos para firmar-se como um veículo facilitador da boa gestão para quem produz e como instrumento de defesa para o consumidor.
Evidentemente que no setor primário, inclusive a pecuária, as coisas não serão diferentes e levaremos certo tempo para que esta cultura seja absorvida. O que podemos fazer para acelerar o processo é informar, informar e informar. Apenas quando todos tiverem acesso ao conhecimento do assunto, ele deixará de ser ameaçador.
Quando a Associação Brasileira do Novilho Precoce (ABNP) tomou a iniciativa de solicitar à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) a constituição de uma Comissão de Estudos para a confecção de normas para a produção de Novilho Precoce, surgiu de pronto a questão: O que isto significa para a cadeia produtiva?

