O resultado final deste comportamento começa a despontar no horizonte. As principais economias começam a elevar suas taxas de juros, caso já concretizado pelo Banco Central Europeu e pelo Banco Popular da China, assim como projetado pelo FED dos EUA. A taxa libor (Inglaterra) aumentou de 1,73% no final de 2004, para 4,63% em 2005 e 5,33% em 2006. A taxa prime-rate, no mesmo período, passou de 4,29% para 7,00%, chegando a 8,25% no final de 2006. O Federal Funds (EUA) sai de 1,35% em 2004, para 4,16% em 2005 e 5,25% em meados de 2007. Ou seja, o comportamento dos juros internacionais inicia uma trajetória na contramão do realizado pelo Banco Central brasileiro (que acaba de reduzir em meio ponto percentual a Selic, trazendo-a para 12% ao ano). Isto porque aquecimento da economia rima com aumento da inflação e, para contê-la, a arma clássica se chama juro. Nos EUA, a inflação, que foi de 2,17% em 2006, já no primeiro trimestre de 2007 atingiu a 1,16%, superando em 27% o percentual registrado no primeiro trimestre do ano anterior. Isto poderá reverter a lógica de baixa dos juros no Brasil, já para a próxima reunião do Copom, fato que atrapalharia ainda mais a busca por um crescimento econômico superior aos 3,7% do ano passado.

