O Brasil e o mundo assistiram, impressionados, no último dia 08/03, à invasão e destruição do horto florestal da empresa Aracruz, em Barra do Ribeiro (RS). Muito já foi dito a respeito deste ato ingênuo e retrógrado. Porém, diante de ações deste tipo, nunca é demais analisarmos os fatos. Em primeiro lugar, as quase duas mil pessoas que praticaram o ato nada mais foram do que massa de manobra, sem a exata consciência do que realmente estavam realizando, salvo um ato de destruição contra "o capitalismo explorador", mesmo que tal conceito esteja longe de suas compreensões e preocupações imediatas. Segundo, a destruição de laboratórios de pesquisa é um total retrocesso, atingindo em cheio a possibilidade de desenvolvimento de uma região, de um país. Sobretudo no caso do Brasil, que luta há anos para deixar o subdesenvolvimento e se tornar um país melhor. Ora, sem ciência jamais avançaremos. Terceiro, os maiores responsáveis por estes atos são as pessoas que estão covardemente por trás dos mesmos, insuflando a massa de manobra da ocasião e minando inclusive ações políticas daquelas pessoas que desejam efetivamente contribuir para com o país, independente de cor partidária. O Ministério Público já detectou alguns nomes e realiza investigações contra essas pessoas, a começar pelo líder maior do MST. Quarto, e o que, talvez, a sociedade não tenha se dado conta, é que na área política houve apoio declarado a esta obscurantista ação invasora. As dificuldades de alguns políticos em recriminar o ato de vandalismo, especialmente junto aos chamados partidos de esquerda, confirmam isto. Os mesmos trabalham para voltar a governar o Rio Grande do Sul, a partir das próximas eleições. E, igualmente, continuar comandando o Brasil.
O Aatraso Sócio-Econômico (II)
Não podemos esquecer que, durante o governo Olívio Dutra, o mesmo tipo de invasão e destruição, desta feita contra as experiências de soja transgênica, junto à unidade da Monsanto em Não-Me-Toque (RS), com a participação decisiva de ativistas estrangeiros, foram aceitas e os responsáveis aplaudidos em muitas instâncias. Anos mais tarde, o próprio presidente Lula se encarregou de validar a transgenia no país. Um outro aspecto a ser considerado, e que igualmente o Ministério Público está investigando, é a suspeita de que tal ação destruidora na Aracruz tenha sido financiada com dinheiro público federal. Paralelamente, é importante alertar que tal ação, nefasta ao desenvolvimento do país, foi comandada por entidades estrangeiras, caso da Via Campesina, que tem deliberadamente agido em favor do real imperialismo, na medida em que destrói ou procura destruir todo e qualquer avanço tecnológico nos países subdesenvolvidos usando como escudo a defesa da "agricultura familiar". No mundo, muitas ONGs foram concebidas especialmente para barrarem o progresso em diferentes países, com ações que beiram a insanidade. Enfim, o próprio presidente Lula, na busca de reeleição à Presidência da República, e antigo avalista de tais ações, há muito tempo mudou de postura e, agora, procura se distanciar cada vez mais, pelo menos publicamente, de tais atos espúrios. Afinal, é sabido que os mesmos apenas alimentam o atraso sócio-econômico do país. Democracia não é assim que se constrói. Muito menos desenvolvimento. Está na hora de darmos um basta definitivo a isto. As eleições em outubro próximo assumem, portanto, importância ainda maior e decisiva se realmente desejamos colocar o Brasil em níveis sócio-econômico melhores.