Tudo isto, com 71% da área plantada ainda tendo no transgênico de primeira geração o elemento principal. Atualmente, mais de 90% dos agricultores que plantam transgênicos dispõem de poucos recursos e estão em países em desenvolvimento. Essas nações representavam mais de um terço da área global de transgênicos em 2005. China, Índia, África do Sul, Filipinas e sete outros países em desenvolvimento, dentre eles o Brasil, viram seus pequenos agricultores, graças ao emprego de plantações transgênicas, aumentarem suas rendas, fato que os auxiliou a saírem da pobreza absoluta. Em termos de potencial, hoje é o arroz transgênico que tem maior possibilidade de expansão no mundo até 2015. Enfim, uma nova onda de transgênicos começa a surgir! Trata-se das lavouras multifuncionais, ou seja, que carregam mais de uma tecnologia, como resistência a herbicidas e tolerância a insetos. São as variedades com genes combinados e já estão no mercado desde 2005. Desta forma, hoje 40% das lavouras no mundo são transgênicas e a tendência é de que todas o serão nos próximos 20 anos. Em 2003, o mercado global de transgênicos movimentava US$ 4,5 bilhões, valor que representava 15% de todo o setor de agroquímicos e 13% de sementes. Somente naquele ano os EUA aprovaram 300 novos experimentos apenas com milho transgênico. Enquanto isto o Brasil permaneceu parado, iniciando legalmente o processo apenas em 2005/06. Nosso país já perdeu e continua perdendo bilhões de dólares com esse atraso tecnológico, sem falar nos efeitos socioeconômicos negativos sobre a população rural. O obscurantismo impede a ciência nacional de desenvolver a transgenia, nos deixando sob o monopólio dos países ricos e de poucas empresas multinacionais.
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