Danielle Azevêdo (pesquisadora da Embrapa Meio-Norte)
Émones Santos Souza (aluna do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal/UFPI)
Parnaíba, 11 de dezembro de 2007. Os animais são sensíveis às mudanças de ambiente físico e quando submetidos a estas recorrem a mecanismos de adaptação fisiológica a fim de manter a homeostase, mesmo em condições de estresse. O estresse é o somatório dos mecanismos de defesa do organismo em resposta a um estímulo provocado por um agente agressor ou estressor, externo ou interno, natural ou artificial. As respostas do animal podem ser comportamentais, fisiológicas ou imunológicas.
Os estressores podem ser mecânicos (traumatismos, contenção), físicos (calor, frio, eletricidade, som), químicos (drogas), biológicos (estado de nutrição, agentes infecciosos) e psicológicos (exposição a um ambiente novo, manuseio). O estresse pode também ter origem social devido às relações de hierarquia dentro de um rebanho. Um estressor pode atuar de forma aguda ou crônica.
O ambiente é composto de estressores que interagem e inclui todas as combinações de condições nas quais o organismo vive. O estressse climático é aquele causado pelos elementos climáticos (temperatura, umidade, radiação solar) e pode afetar o crescimento, a produção de leite e a reprodução dos animais. Em regiões de clima quente predomina o estresse pelo calor ou térmico.

