Parnaíba, 11 de dezembro de 2007. A contagem de células somáticas (CCS) e a incidência de mastite clínica aumentam durante os meses mais quentes do ano nas fêmeas bovinas selecionadas para produção leiteira. Isso sugere que o estresse térmico por calor pode aumentar a susceptibilidade das vacas às infecções, tanto por queda da resistência quanto por aumento de exposição aos agentes patogênicos, em decorrência das condições climáticas favoráveis ao crescimento e propagação dos microrganismos no ambiente.
A redução da eficiência do sistema imunológico nas fêmeas bovinas em condições de temperaturas elevadas pode ser decorrente da menor ingestão de alimento e, conseqüente deficiência no consumo de nutrientes essenciais para o sistema imune. Como exemplo podemos citar a falta de vitamina E e de enzimas que contém selênio, antioxidantes que protegem as células e os tecidos contra o dano oxidativo causado pelos radicais livres, liberados durante a morte intracelular das bactérias. Vacas deficientes dessas substâncias possuem menor atividade de eliminação intracelular de bactérias.

