“Assim, não existe uma regra geral para garantir o sucesso da singaseificação (em geral, não uso os termos gaseificação para não confundir com a biogaseificação lenta – esta altamente rica em metano e pobre em h2 -, técnica esta completamente diferente da para singás rápido e com alto teor de hidrogênio e pobre em metano) ou de co-gaseificação de RSU ou similares, todos ditos como matérias-primas sujas – até mista com outra fonte a queimar – mais de sua instalação e dos rendimentos/eficácias, tudo, aliás, muito dependendo da tecnologia usada, da natureza e da variabilidade e qualidade da matéria-prima (necessariamente, a ser - prévia e constantemente - bem medida, testada e acompanhada até por bairro ou fonte) e, fortemente, da estrutura local de custos diretos e comparados e dos preços finais. Em alguns poucos locais, o aterro, se barato e realmente eficaz, ainda é permitido e a WtE (waste to energy) tende a não ser uma opção economicamente viável. Mas, onde a eliminação de resíduos está se tornando mais regulamentada e cara, uma planta WtE dos tipos mais modernos e eficientes é uma ótima opção para reduzir a quantidade de material descartado e sua instalação tende a proporcionar um imenso benefício ambiental e socioeconômico, que pode ser a boa ou grande obtenção de energia elétrica, de aquecimentos/refrigerações e/ou de produtos químicos com maior valor agregado”.
“A singaseificação tem sido usada por mais de 100 anos no produção de combustíveis e produtos químicos, mas com pouco sucesso, devido à elevada e barata disponibilidade, desde 1920 ou antes, de combustíveis fósseis e de outras formas de geração de energia (carvão, gas natural etc.), mesmo que altamente poluentes, mas, hoje, tais petrolíferos e similares já são insuficientes e muito problemáticas e que, com certeza, serão ou precisarão ser substituídas rapidamente, enquanto fontes caras, de baixo rendimento cinético/térmico/elétrico e altamente poluidores. Apenas durante a segunda guerra mundial foram construídos em torno de um milhão de mini a pequenos singaseificadores para usos no setor civil (alguns chamados de gasogênio, mas somente para singaseificar carvão natural), pois, o setor militar, como um todo, usava toda a gasolina disponível. A partir dos anos 80 foi renovado o interesse mundial na pesquisa, desenvolvimento e na construção de singaseificadores modernos, mais eficazes e multifontes mais de instalações para demonstração de suas aplicações comerciais, particularmente nos processos de singaseificação das biomassas, devido à diminuição do combustível fóssil no Mundo e o aumento do aquecimento global”.
“Segundo cientistas e autores, externos (no Brasil, há pouco de bem pesquisado e publicado acerca – pelo menos copiado ou analisando dados mínimos e as R&D, prototipagens, resultados socioenonomicos e ambientais, regulamentações, fabricações, mercados etc., externos -, exceto algo, heroicamente, pela Universidade Federal de Itajuba - MG), “as principais vantagens, somadas, da singaseificação rápida de resíduos sólidos urbanos são: (a) Forte redução de massa de resíduo (cerca de 70-80%) e de seu volume (cerca de 80-90%); (b) Drástica redução no uso da terra necessária (estima-se que um alnta para tratamento de WtE/MSW/RSU bem preparado e para processar 1 t./hora e por quase 30 anos requer menos de 100.000 m2 de terreno, para ser comparado com mais de 3.000.000 m2 seria necessário para descarregar 30 milhões de toneladas de RSU nos aterros; (c) Ocorre grande destruição de poluentes orgânicos, como halogenados hidrocarbonetos; (d) Idem, ocorre a grande concentração e imobilização de contaminantes inorgânicos para que eles possam ser usados de forma eficaz e descartado com segurança (alcatrões, glicerina loira, dioxinas, nitrificados, sulfatados etc..); (e) Acontecem elevados usos de materiais recicláveis do calor residual, como de metais ferrosos e não ferrosos mais de cinzas e de escórias; (f) Reduzem – real, eficazmente e de forma bem mais barata e rápida - as elevadas emissões de gases de efeito estufa quando pela decomposição anaeróbica de resíduos orgânicos ou de alguns cultivos ou de palhadas/capins (por exemplo, ao processarem e gerarem muita eletricidade com cascas e sobras de cultivos de arroz e também a partir de fezes animais, sem queimas, reduzem/compensam muito as pegadas de carbono mais as grandes emissões do tipo “efeito estufa” pela elevadas produções de metano pelo arroz e animais ruminantes); (g) Acontece a possível, elevada e rapidíssima (2-5 minutos) geração de energia elétrica renovável a partir de resíduos sólidos, liquidos e pastosos, idem de aquecimentos, idem de refrigerações reversas por chiller de absorção etc..”.
“Os autores também relatam melhorias reduzindo a acidificação do ar à medida em que quase que eliminam o problema, cerca de 4 vezes maior, da quantidade de óxidos de enxofre que são emitidos pela incineração. Da mesma forma, ocorre a redução da eutrofização, pois, por meio da singaseificação são enviadas 10 vezes menos quantidade de ppm de PO4 em relação a incineração. No caso dos gases de efeito estufa, talvez os mais aspecto relevante deste estudo, alguns autores também relataram maiores reduções e não-vazamentos de gás, pois estes ocorrem muito em aterros sanitários. Também, quando comparada com a tecnologia de incineração, a singaseificação evita mais 400% das emissões de CO2.”