Lançado com toda a pompa política que convinha, em janeiro passado, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), como se imaginava, não consegue sair do papel de forma eficiente. Ao prever investimentos da ordem de R$ 503,9 bilhões até 2010, particularmente em obras de infra-estrutura, o programa, apesar de largamente insuficiente, foi um passo positivo em busca de melhores soluções econômicas. Todavia, ingenuidade ou não, o fato é que o governo esbarra na ineficiência do Estado, a qual os cidadãos brasileiros conhecem muito bem e de longa data. Assim, o Estado burocrático, pesado e inchado travou o PAC, comprometendo o seu sucesso. Cerca de 50% das obras previstas estão atrasadas, para dizer o mínimo. Sem falar no tradicional erro de avaliação de custos das referidas obras. Por exemplo: a duplicação do trecho sul da BR-101 vai sair mais cara do que os R$ 2,2 bilhões inicialmente previstos, pela prosaica razão de que os técnicos descobriram, após iniciadas as obras, que a pedra retirada do solo, nos locais das obras, tem qualidade baixa. O programa para acelerar o desenvolvimento brasileiro trava na incompetência do subdesenvolvimento. E a Nação paga a conta!
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