O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) acaba de anunciar que o PIB brasileiro, no primeiro semestre de 2006, registrou R$ 987,1 bilhões. Este valor é quase todo o PIB de 2002, que foi de R$ 1,01 trilhão. Todavia, embora a evolução bruta possa surpreender favoravelmente, o crescimento percentual para 2006 ficará aquém das piores previsões. Neste momento, já se pode antecipar que, nesta tendência, o PIB nacional cresça apenas algo entre 2,5% e 3%, contra uma pretensão inicial, do governo federal, de algo ao redor de 4,5%. O próprio governo já reduziu sua expectativa para 3,5% neste momento. Estamos longe, portanto, de um crescimento necessário para ocupar a força de trabalho que busca empregos, que seria de 6% a 7% anuais. Ora, um dos problemas centrais, não computados, é a altíssima informalidade existente no país. A mesma ocupa mão-de-obra, porém, de forma insipiente e normalmente sem qualificação, gerando produtos de baixa qualidade. Por outro lado, a forte tributação nacional leva os agentes econômicos à informalidade, retirando competitividade daqueles que permanecem no setor formal. Ao fazer isto, retira receitas do Estado, obrigando o mesmo a concentrar ainda mais a arrecadação sobre os poucos que sobram. Este círculo vicioso está impedindo o país de avançar. Urge, portanto, uma ampla reforma do Estado, assunto que deve ser a prioridade de todo e qualquer candidato que esteja buscando o posto de presidente do Brasil ou governador do Rio Grande do Sul. Precisamos de propostas e encaminhamentos concretos neste sentido. Discursos em favor de uma estatização arcaica e custosa, que apenas mantém um sistema de favores que acaba exaltando a mediocridade produtiva, é retrocesso.
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