Duas informações complementares foram divulgadas pela nossa imprensa nacional neste início de julho. As mesmas retratam muito bem o despreparo brasileiro para alcançar o desenvolvimento. As mesmas comprometem o futuro do país, inclusive no que diz respeito ao uso competente do voto nas próximas eleições gerais de outubro. As mesmas continuam assustando e mostram onde está o nosso problema central. Em primeiro lugar, foram divulgadas estatísticas comparativas sobre como vivem, o que fazem e o que pensam os moradores dos principais países emergentes do mundo. O atraso na educação do brasileiro surpreendeu! A pesquisa indicou que 45% dos brasileiros entrevistados estudaram no máximo até a 8ª série do ensino Fundamental. Nos três demais países a quem fomos comparados (Rússia, China e Índia) o percentual oscilou entre 1% e 2%. Uma vergonha tal que os pesquisadores estrangeiros chegaram a duvidar da informação. No ensino intermediário, temos apenas 32% dos entrevistados, contra 88% na China e 58% nos dois outros países. Enfim, com ensino universitário incompleto, temos 23% dos entrevistados, contra 42% na Rússia, 39% na Índia e 11% na China. Mesmo que tenham sido entrevistados apenas moradores de São Paulo e Rio de Janeiro, estamos falando das duas principais metrópoles do país. A situação se agrava ainda mais quando sabe-se que é preciso muita formação para se escolher adequadamente nossos governantes. Formação que, em geral, não temos! Para se ter uma idéia do descalabro, 73,3 milhões de eleitores nacionais, ou 58,3% do total, não conseguiram sequer completar o ensino Fundamental (primário). Desse total, 8,2 milhões são totalmente analfabetos e 21,3 milhões sabem mal apenas ler e escrever, sendo semi-analfabetos.
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