A goiaba é originária da América tropical, mais especificamente do Brasil e das Antilhas, onde pode ser encontrada em grande variedade. Da América do Sul e Central essa fruta foi levada pelos navegantes europeus para as colônias africanas e asiáticas espalhando-se depois para todas as regiões tropicais do mundo. Em termos de Brasil se destacam pelo volume comercializado a produção paulista, a produção do Agreste pernambucano e os cultivos irrigados do Submédio São Francisco. Entretanto com a crescente expansão dos pólos de irrigação na região Semi-Árida do Nordeste, estão surgindo novos pólos de produção de goiaba, principalmente nos Estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia.
A goiaba é uma fruta que dada a suas várias formas de utilização apresenta a nível de mercado interno boas possibilidades de aumento de consumo. Observando os dados das principais Ceasas do país ( São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro) se constata que na última década ocorreu um incremento na comercialização desta fruta de mais de 500%. Entretanto, é interessante comentar que a maioria dos pomares brasileiros com goiabeira em produção destina seus frutos principalmente para as industrias de processamento. Esta inclusive é uma das principais explicações para a qualidade limitada da goiaba brasileira, posto que, a industria sempre foi menos exigentes nos padrões de qualidade.
O incremento de consumo da goiaba in natura, nos principais mercados consumidores do país, está hoje condicionada a melhoria na qualidade do produto. Estes mercados localizados principalmente nas regiões Centro e Sul exigem frutos uniformes no tamanho, forma e coloração e preferem variedades de goiabas que apresentem polpa branca.
No tocante ao mercado externo principalmente a União Européia e aos Estados Unidos, que são nossos principais mercados importadores, a goiaba é considerada uma fruta exótica, sendo comercializada em escala mínima e a preços elevados. No Brasil a goiaba sempre foi um produto inexpressivo na pauta de exportação das frutas frescas, sendo o seu alto grau de perecibilidade apontado como a principal explicação para este fraco desempenho nas exportações. Posto que, esta condição obriga que o produto seja bem acondicionado nas caixas e escoado para o mercado internacional por via aérea o que onera demasiadamente os custos de comercialização.
Um fato que pode contribuir para um possível aumento de consumo da goiaba no mercado externo é a forte campanha atualmente realizada nos Estados Unidos pelas empresas privadas e instituições governamentais daquele país que procura incluir na dieta alimentar dos norte americanos pelo menos duas porções de frutas. Através desta campanha se abre um amplo espaço para a colocação de espécies produzidas nos países do hemisfério Sul, principalmente para as frutas consideradas exóticas como é o caso da goiaba.
Com a ampliação dos cultivos tecnificados na cultura da goiabeira, em vários pólos de produção desta fruta no país, como é o caso da região do Submédio São Francisco, assim como, com o incentivo ao incremento do consumo de frutas frescas, por parte do governo e dos grandes operadores do mercado internacional de importantes países importadores, a tendência é aumentar a participação da goiaba na pauta das exportações brasileiras de frutas. Outra considerável vantagem que possuem os produtores de goiaba do Agropólo do Submédio São Francisco é o aproveitamento da logística dos atuais produtos chaves de exportação (manga e uva), já que a região é hoje um dos principais polos exportadores de frutas frescas do país. Entretanto, para alcançar os importantes mercados internacionais é necessário que os produtores também melhorem suas estratégias produtivas e comerciais, passando a oferecer produtos e serviços que efetivamente atendam as exigências das grandes cadeias de supermercados que hoje controlam esses mercados.
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