Confirmando o nosso sentimento inicial, a geração de riqueza no Brasil, em 2006, ficou aquém das necessidades do país e manteve o baixo ritmo histórico. O PIB nacional, no ano passado, ficou em apenas 2,9%. Para gerar os empregos necessários e chegar a um potencial de desenvolvimento aceitável, considerando o tamanho do país, nosso PIB anual deveria alcançar 6% ao ano. Ora, entre 1994 e 2002 crescemos a uma taxa média de 2,7% ao ano. Os outros países emergentes do mundo atingiram a média de 3,9%. Nos últimos quatro anos (2003 a 2006) a média nacional continuou em 2,7% enquanto a média dos demais países emergentes subiu para 5,3%. Além disso, existe grande controvérsia em relação ao cálculo atual do PIB brasileiro. Para o IBGE, responsável pelo cálculo, a agropecuária teria crescido 3,2% em 2006, a indústria 3,0% e os serviços 2,4%. Ora, o setor primário contesta os números, pois grande parte do setor enfrentou perda de receitas pelos baixos preços dos produtos no mercado. Segundo a Confederação Nacional da Agricultura, o PIB da agropecuária teria sido de 2% negativo. Em sendo assim, o PIB nacional se aproximaria de zero em 2006. Por outro lado, os dados oficiais deste último ano indicam que o PIB per capita cresceu menos, ou seja, apenas 1,4%, após 0,8% em 2005, 3,84% em 2004 e menos 0,9% em 2003. Isto porque o aumento da riqueza não foi suficiente, longe disto, para acompanhar o aumento vegetativo da população nacional. Assim, crescemos pouco e comprometemos a capacidade de desenvolvimento do país, num mundo que vem crescendo fortemente, dada a liquidez disponível em recursos. Tanto é verdade que os outros três grandes países emergentes acusaram um PIB muito maior: China 10,7%; Índia 8,3%; e Rússia 6,5%.
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