<FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Com a queda do Produto Interno Bruto (PIB) trimestral (abril a junho de 2006) para 0,5%, após 1,3% no trimestre anterior, o mercado voltou a sentir as agruras da falta de investimentos produtivos no país, a qual é balizada pela taxa de juros. Ou seja, juros elevados freiam a economia e vice-versa. Todavia, algo mais entra em cena neste contexto e, talvez, de forma mais importante. No ano passado, no segundo trimestre, o crescimento da economia nacional foi de 1,4%, mesmo com a Selic batendo em 19,75% anuais. Em primeiro lugar, fica evidente o que já se conhece: uma redução da taxa básica de juros, a Selic, somente passa a fazer efeito direto na economia após seis a sete meses de sua definição. Assim, as elevadas taxas de juros de meados do ano passado, e que duraram até o final de 2005 (dezembro fechou em 18%) continuaram penalizando a economia neste primeiro semestre de 2006. Isto significa dizer que os efeitos da redução dos juros básicos, neste momento em 14,25%, na melhor das hipóteses se darão no último trimestre do ano e, particularmente, em 2007. Em segundo lugar, não basta apenas os juros básicos recuarem. É urgente igualmente que os juros comerciais recuem significativamente, fato que requer uma nova postura do setor bancário nacional em relação aos empréstimos para investimentos. Enfim, e ainda mais decisivo, é necessária uma redução do juro básico real, hoje ainda na casa dos 10%, considerando a projeção de uma inflação de 3,6% para este ano. Ora, isto exige uma redução importante do déficit fiscal, da dívida interna nacional. Para tanto, é preciso uma reestruturação nos custos do Estado, de forma a reduzi-los. Enquanto isto não ocorrer, o Brasil continuará crescendo abaixo da média mundial e muito aquém de suas necessidades. </FONT>
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