A realidade demonstra que há empresas cuja principal virtude é ser justamente uma empresa familiar. Não são corretas as afirmações de que são melhores as empresas conduzidas por técnicos estranhos à família ou que as sociedades não controladas por uma família são mais saudáveis. São inúmeras as empresas familiares pujantes, assim como são aquelas em crise, esta relação estende-se na mesma proporção às empresas não familiares.
O fato gerador é a qualidade da vida societária, da administração e gestão empresarial, sendo que a excelência pode estar numa família ou entre técnicos profissionais.
Contudo, não se pode desconsiderar que a empresa familiar tem desafios próprios e eles precisam ser conhecidos, estudados e tratados. Por isso, é preciso trabalhar a família para adequar-se à empresa, aproveitando seu bônus e assumindo seu ônus. Os parentes precisam aprender que os cenários diversos implicam posturas diversas. Na empresa, os familiares são sócios e, assim, seu comportamento e atuação devem ser orientados por regras.
Neste contexto, o mérito do planejamento sucessório, dentro de uma empresa familiar, está em garantir que a empresa mantenha-se forte e que o negócio não sofra os reflexos de uma sucessão não planejada. Isto é, devem-se planejar ações no presente que irão apoiar às transições da empresa no futuro, prevendo a manutenção da sua continuidade e viabilidade.
A experiência mostra que este tipo de planejamento encontra êxito onde:
PLANEJAMENTO SUCESSÓRIO DA EMPRESA FAMILIAR
FORTALECIMENTO DAS RELAÇÕES FAMÍLIA X PATRIMÔNIO X NEGÓCIO
-Estimula a cultura de Sociedade entre os membros da Família;
-Que a Sucessão se dará em um Negócio e não em uma Herança;
-A Sociedade estabelece regras claras para orientar as suas relações com o patrimônio e o negócio familiar.
E dos resultados esperados destacamos:
-Tranquilizar os pais com relação ao Processo de Sucessão;
-Permitir uma relação harmoniosa da família;
-Estabelecer uma relação comercial entre pais, filhos e netos;
-Garantir a continuidade do negócio familiar geração após geração;
-Preparar a Sucessão do Patrimônio em vida, com custos e atritos muito menores;
-Proteger o controle sobre o patrimônio para os pais até o final de suas vidas;
-Estimular o negócio a ter controles e rotinas administrativas, o que faz melhorar a eficiência da gestão;
-Reduzir a carga tributária incidente sobre o patrimônio e o negócio;
-Vencer o desafio de transformar a família numa família empresária.
A empresa familiar deve ser vista como um organismo dinâmico, as melhorias e dificuldades acontecem e surgem com o passar dos anos, pois envolvem mudanças na organização, na estrutura da família e na distribuição da propriedade.
Ou seja, busca-se sempre uma situação ideal, porém há uma sequência de estágios a serem percorridos que demandam amadurecimento e, consequentemente, tempo. No entanto, é fundamental que esta linha de tempo seja planejada e orientada para o fortalecimento do negócio.