Na seqüência, temos a constatação de que em nosso país predomina a visão de curto prazo, imediatista. Neste contexto, os grupos privilegiados, muitos geralmente nacionalistas, usam o poder para o seu próprio benefício, em detrimento da população. Usa-se o Estado para benefício próprio, protegendo-se da competição. São os arautos da economia fechada, preferindo atrasar todo o país desde que individualmente não percam seus benefícios. Em sexto lugar, temos a resistência de grupos que não desejam manter a estabilidade e a abertura econômica. Pregam o descontrole parcial de preços (mais inflação) para se obter um pouco mais de crescimento econômico. Não se dão conta ou não querem perceber que o Brasil melhorou muito desde 1994, graças a estabilização da economia. Esta melhora permitiu distribuir um pouco melhor a renda, embora nosso problema central continue sendo a baixa renda interna. Isto porque continuamos protecionistas, embora o esforço de abertura realizado nestes últimos 16 anos, enquanto nossos concorrentes continuaram abrindo suas economias. O Chile e a Coréia do Sul são claros exemplos! Estaríamos em 81º lugar num total de 157 países analisados. Enfim, o Brasil deve se descentralizar e as políticas de estabilidade devem ser perseguidas por vários anos, numa lógica de longo prazo, de gerações. O país não tem uma sociedade privada (motor da economia) com poupança suficiente (combustível da economia), que administre bem os recursos existentes (direção da economia). E governos incompetentes, atolados em mensalões, sanguessugas e outros escândalos, somente pioram o quadro. O preço de tudo isto é o subdesenvolvimento e a falta de perspectivas!