Instados a responder esta pergunta, tendo por comparação a performance econômica da China e da Índia, sete economistas, todos ganhadores do Prêmio Nobel na área, destacaram, em síntese, os pontos a seguir (cf. Revista Veja, 16/08/2006). Em primeiro lugar, o custo econômico da política populista assistencialista, no contexto de um capitalismo de compadrio. O assistencialismo público não permite a geração de projetos que propiciem o desenvolvimento sem o mesmo. Em outras palavras, raramente o assistencialismo estatal fornece uma "porta de saída" para alavancar o desenvolvimento do país quando aquele acaba. Paralelamente, distorções constantes protegem grupos econômicos ineficientes, geralmente encastelados em sindicatos. Isto impede o surgimento de forças inovadoras na economia. Em segundo lugar, o tamanho do Estado, e o excesso de burocracia e regulamentação, entravam a decolagem econômica do país. O Estado inchado, gastando sempre mais do que arrecada, e seguidamente gastando mal, freia investimentos e aumenta a informalidade. Esta, por sua vez, é alimentada pela alta tributação, ao mesmo tempo em que joga as pessoas e empresas para outros países. Em terceiro lugar, e na esteira desta realidade, falta a realização das reformas de Estado, visando justamente reduzir o estatismo, a burocracia, e tornando o mercado de trabalho mais flexível. Em quarto lugar, são apontados os lobbies de setores privilegiados que conseguem favores e empréstimos do governo, geralmente sem nada produzirem em troca. Trata-se de um mercantilismo de castas protegido. Nele, os bons profissionais encontram dificuldades para trabalhar, enquanto os maus profissionais se perpetuam em cargos e empregos.

