Assim, temos mais diversos argumentos para justificar a implementação bem planejada - mas rápida - de um bom Programa para geração de energia hibrida, compartilhada e, realmente, sustentável.
Em complemento, por serem insustentáveis sócio ambientalmente e/ou não-renováveis nem precisaríamos mais das energias térmicas (petróleo) e nuclear.
Assim, insistir e investir apenas em ampliação e sustentação da energia hídrica, com certeza, pode ser uma grande burrice, inclusive econômico-financeira, e os Governos e a população têm que se proteger ou lutar contra os fortes lobbies das grandes empresas do Setor (que pensam bem mais “em si” e não nos seus consumidores, os patrões finais). Ao contrário, empresas de hidroeletricidade têm que investir muito mais em parques solares e eólicos próprios, se quiserem se manter competitivas.
No futuro, bem próximo, a energia solar e da biomassa (lixo e esgoto urbano, por exemplo, para produzirem synghas) poderão ser acionadas durante o dia, enquanto parte das usinas hidro param e recuperam seus volumes hídricos e leitos (sem ser preciso construírem-se novas usinas e degradar ainda mais) e parte da eólica também descansa ou faz manutenções. Sabe-se que usinas eólicas são mais eficientes à noite, exatamente, quando não podemos contar com a energia solar e parte da energia da biomassa.
Também, não podemos priorizar fontes energéticas que produzam muita eletricidade de forma barata, mas que gerem gases altamente poluentes, como o metano, ou que tenham elevada demanda por água (ou sua elevada retenção, como nas hidro, principalmente nas antigas com elevadas quedas e não a fio d’agua). No caso da energia eólica e da energia da biomassa por synghas não ocorrem perdas da preciosa água, pois a geração é direta e não envolve produção de vapor para acionar turbinas.
Infelizmente, “as centrais elétricas de cogeração com resíduos da biomassa (resíduos de cana ou de madeira), segundo a CXA - Arquitetura e Engenharia, ainda podem provocar a emissão de poluentes aéreos, elevado consumo de água e elevações na temperatura de cursos naturais d’água devido a seu sistema de refrigeração”.
Nas modernas usinas solares do tipo “CPS - Concentrated Solar Power” com torre concentradora (vide acima), depois de movimentar as turbinas, o vapor é imediatamente liquefeito na forma de nova água que volta a ser reutilizada no sistema (idêntico ao das usinas nucleares).
Estão sendo desenvolvidas novas turbinas movidas por líquidos portadores de energia intermediária e há as turbinas multi-estágio com consumo de vapor em torno de 25% menor e mantendo a potência nominal.
2) Comparativos de investimentos necessários; de custos de geração (custeios); de custos de transmissão e de perdas na transmissão:
No Brasil, segundo estudos da WWF - baseados em diversos informes de 2010 e ainda sem contar os danos ambientais - os maiores custos de instalação (ou seja, de investimentos) eram das PCH - Pequenas Centrais Hidroelétricas com R$ 5.000,00/KWh, seguidas pelas UHE - Grandes Usinas Hidroelétricas com R$ 3.450,00/KWh; pelas Usinas Eólicas por R$ 3.350,00/KWh e pelas Usinas com biomassa de cana por R$ 3.000,00/KWh. Vide:
Além disso, ainda conforme a WWF, os custos das UHE tendiam a subir muito entre 2010 e 2015, ante custos iguais nas PCH e custos em baixa nas usinas eólicas e da biomassa.
VIDE:
http://d3nehc6yl9qzo4.cloudfront.net/downloads/alem_de_grandes_hidreletricas_sumario_para_tomadores_de_decisao.pdf
Contudo, em termos de custos de geração em dez./2013 (custeios e sem considerar os custos de transmissão), os das usinas Hidrelétricas eram os mais baratos do Brasil e na faixa de 70-80 R$/MWh, segundo a ELETROBRÁS (espertamente, não revelam os caríssimos custos e as elevadas perdas de transmissão das hidroelétricas).
Para a ANEEL/CESP/IMT, os custos de implantação médio (investimentos) das PCH em 2005 eram de US$ 1,00/Wh, ante US$ 1,30/Wh das usinas eólicas e US$ 8,00/Wh da usina solar (novamente não apresentam os caríssimos custos de transmissão das UHE e PCH).
Em 2014, a ANEEL estimou custos médios de geração (custeios) de R$ 300/MWh da energia solar (UFV); de R$ 170/MWh da energia da biomassa; de R$ 165/MWh das PCH; de R$ 115/MWh da energia eólica (EOL) e de R$ 80/MWh das UHE (hidroelétricas gigantes, mas sem computar perdas e custos de transmissão). Absurdamente, as termoelétricas a diesel + óleo tinham custos de R$ 872/MWh (valor dos investimentos necessários) e as termoelétricas a gás natural custos de R$ 650/MWh. Vide:
http://www.concidades.pr.gov.br/arquivos/File/APRESENTACAO_FRACKING.pdf
Assim, na pratica, as energias solares, eólicas e da biomassa no Brasil já causam muito medo, aliás, pavor, às empresas grandes geradoras via apenas via UHE e PCH. Assim, vê-se que, em vez de insistirem e investirem em novas UHE, estas empresas geradoras MAIS os GOVERNOS precisaria investir muito mais em parques solares, eólicos e da biomassa, próprios (efetivamente e não na teoria), até de forma a baixarem seus custos e tornarem-se competitivas no futuro. Se não querem, alguém, com certeza, irá querer, pois na nova globalização econômica, lucros não têm pátria nem Governos.
Quanto aos elevados investimentos necessários (poucos falados e divulgados) mais os custos e perdas na transmissão da eletricidade gerada pela UHE e PCH não há como reduzi-los, devido às localizações mais na Amazônia, Centro-Oeste e oeste do Sudeste, ou seja, em áreas muito distantes dos principais centros de consumo (é importante não confundi-los com custos de distribuição até as residências).
No caso das energias sustentáveis, tanto eólica, como solar ou da biomassa, estes investimentos em transmissão e suas perdas são muito baixos (até zerados), boa parte por que cerca de 70% da população e das industrias brasileiras se situam a até 350 km da beira-mar, perímetro exatamente onde estão sendo construídos a maioria desses parques.