Assim, a reforma do sistema se impõe! Uma das medidas é alongar a idade legal para que um brasileiro possa se aposentar. Para se ter uma idéia, estudos da OCDE mostram que a média de aposentadoria entre os trinta países-membros, dentre eles os 24 mais desenvolvidos do mundo, é de 62 anos. No Brasil, a mesma é de 57 anos para homens e 52 anos para mulheres. Ou seja, algumas categorias chegam a se aposentar com menos de 50 anos. No Japão, por exemplo (cf. Revista Veja, 30/07/2008), mais de 20% dos habitantes têm 65 anos, ou mais, e o país gasta o equivalente a 7% de seu PIB com o pagamento de benefícios previdenciários. Já os aposentados brasileiros custam 12% do PIB, porém, os idosos não chegam a 7% da população. Apesar dos ranços políticos e ideológicos, o mundo sabe que precisa adaptar sua previdência ao novo contexto de vida das pessoas. Senão, continuar-se-á incorrendo num clássico erro do subdesenvolvimento: gastar hoje a poupança de amanhã, comprometendo o futuro na nação. Muitos países desenvolvidos já perceberam isso e vêm procurando corrigir o problema. A França, um exemplo de “estado do bem-estar social” desde 1960, há um ano adota novas medidas previdenciárias, mesmo enfrentando oposições sindicais. Dentre as principais medidas adotadas, para nossa reflexão, encontram-se: o tempo de trabalho passa a 41 anos, havendo supressão da dispensa que o desempregado com mais de 57 anos tinha em procurar novo emprego, ou seja, agora o mesmo tem que provar que está procurando emprego para poder se beneficiar da previdência; quanto ao tempo de trabalho, as empresas e os trabalhadores podem ultrapassar as 35 horas de trabalho semanais, de comum acordo, podendo chegar a 282 dias de trabalho no ano; e quem recusa emprego pode ser excluído do sistema previdenciário.
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