Na área de serviços o impacto igualmente foi significativo. No caso do ensino superior, e tomando a UNIJUI como referência, assistimos a um recuo no número de alunos matriculados no primeiro semestre, entre 2004 e 2006, com o mesmo passando de 12.143 para 10.338 alunos (dados provisórios). Isto representa, em quatro anos, uma perda de 14,86%. Já no segundo semestre, no mesmo período, o número de alunos recuou de 11.630 para 10.356 pessoas, ou seja, 10,95% a menos. Em números absolutos, entre o primeiro semestre de 2004 e o primeiro semestre de 2007, a universidade perdeu 1.805 alunos. Mesmo que este seja um movimento estrutural, não tendo por causa unicamente a crise do setor primário, não há dúvida que a mesma colaborou para tamanho recuo. Enfim, a oferta de empregos na região caiu significativamente. No município de Ijuí, junto às principais funções empregadoras (cf. Fundação Gaúcha do Trabalho), num total de 20 atividades, verifica-se que em 2004 houve a criação de 395 novos empregos. Já no ano seguinte este número cai para 220 empregos, recuando para apenas 18 novas vagas em 2006. No município de Condor, na mesma situação, a criação de novos empregos passa de 29 vagas em 2004 para apenas 2 em 2005, aumentando para 41 novas vagas em 2006. Por sua vez Panambi, depois de registrar a criação de 939 vagas em 2004, acusa uma eliminação de 521 vagas em 2005 e mais 318 vagas eliminadas em 2006. A realidade regional, a partir deste conjunto de dados, demonstra que a crise iniciada em 2004/05, é uma das mais sérias da história regional, confirmando a necessidade de, pelo menos, cinco anos de safras normais, com preços condizentes, de forma ininterrupta, para que a região retome a situação positiva existente em 2003/04.