O mais recente relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (United States Department of Agriculture - USDA) divulgado no dia 12/09 passado corrigiu os números anunciados no seu relatório do dia 11/08 referente à produção de soja nos Estados Unidos, nesta safra 2006/07. Após o anúncio de uma safra de 79,7 milhões de toneladas em agosto passado, o USDA revisou para cima a sua projeção, aproximando mais da realidade os seus números deste mês de setembro, anunciando uma safra de 84,2 milhões de toneladas do grão. De certa forma, os números não causaram surpresas ao mercado, pois o mesmo já vinha trabalhando na expectativa de que os números haviam sido subestimados pelo Departamento (surpreendentes foram os números anunciados no relatório de agosto/06). Há que se considerar, no entanto, a situação atual neste período de véspera do início da colheita da oleaginosa nos EUA e que indica a possibilidade de que a produção possa ser, ainda, superior à anunciada até o momento. O volume anunciado deverá ser, se confirmado, o segundo maior da história dos EUA. Igualmente o Departamento revisou para cima os estoques finais estadunidenses passando a projetá-los em 14,4 milhões de toneladas (para a safra 2006/07), contra 12,2 milhões indicados em agosto e 13,2 milhões de toneladas da safra 2005/06. Em termos de cotações do bushel de soja, as projeções do USDA apontam que as mesmas deverão ficar entre US$ 4,90 e US$ 5,90 no ano 2006/07. Em nível mundial, os números do USDA também sinalizam produção recorde. A indicação é de um volume de 221,9 milhões de toneladas (contra 217,7 milhões de toneladas anunciadas em agosto/06). Os estoques finais mundiais passam a ser projetados em 52,49 milhões de toneladas (acima dos 49,97 milhões de agosto) e 51,39 milhões de toneladas da safra 2005/06. Para a produção brasileira e argentina, o USDA manteve os volumes anunciados em agosto, que foram de 56 milhões e 41,3 milhões de toneladas respectivamente.