Foi divulgado no dia 10/04 passado o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trazendo algumas alterações nos números referentes às principais culturas mundiais. No caso da soja, os números não confirmaram a expectativa do mercado. Especialmente no que diz respeito aos números referentes aos estoques finais estadunidenses 2005/06 (comentados neste espaço há dias atrás). O USDA manteve, portanto, o volume de 15,37 milhões de toneladas (já previstos no relatório de março passado), porém, o volume permanece bem acima dos 6,96 milhões de toneladas da safra 2004/05. No que diz respeito à produção estadunidense, igualmente os números do relatório de março/06 foram mantidos (84 milhões de toneladas), esse volume se confirmado será cerca de 1,3% inferior aos 85,1 milhões de toneladas produzidas da safra passada. Paralelo a isso, o USDA revisou para baixo (como já era esperado) a previsão de produção brasileira (safra 2006/07). Na prática o Departamento anunciou 57 milhões de toneladas, ante as 58,5 milhões do relatório passado. Vale destacar que a produção brasileira apesar de ter sido reduzida ainda é apontada por especialistas como superestimada. Para citar apenas um exemplo, a consultoria Agriconsult de São Paulo, aponta um volume de 53,5 milhões de toneladas (lembramos que a últimas estimativas da Conab apontam 55,7 milhões de toneladas com a oleaginosa). Para a Argentina, no entanto, o volume de 40,5 milhões de toneladas foi mantido pelo USDA. Em termos mundiais a safra de soja está agora estima em 222,26 milhões de toneladas (em março/06 o USDA apontou 224,12 milhões de toneladas).