O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou na terça-feira passada (10/04) o seu relatório de oferta e demanda do mês de abril. No que diz respeito à soja, em termos mundiais o USDA revisou para cima a produção da oleaginosa apontando 233,5 milhões de toneladas, contra 229,4 milhões indicadas no relatório de março. Também foram elevados os estoques finais mundiais para 61,02 milhões de toneladas, contra 57,5 milhões em março e 53,8 milhões no ano anterior. O Departamento revisou para cima também os estoques finais dos EUA, passando-os para 16,7 milhões de toneladas (diante de 16,2 milhões de toneladas apontados no relatório de março passado), mantendo a mesma projeção de safra em 86,77 milhões de toneladas. Também aumentou a safra brasileira que passou a ser projetada em 58,8 milhões de toneladas (ante 57 milhões de toneladas projetadas anteriormente). A safra argentina passou a ser projetada em 45,5 milhões de toneladas. Quanto ao milho, o relatório indicou um aumento na produção mundial para 2006/07, com a mesma se estabelecendo em 695,85 milhões de toneladas (contra 693,15 milhões indicados em março). Por sua vez, os estoques finais mundiais foram elevados para 91,8 milhões de toneladas, após 87,8 milhões anunciados em março. A produção de milho dos EUA (também na safra 2006/07) ficou mantida em 267,6 milhões de toneladas, porém, seus estoques finais passaram a 22,3 milhões de toneladas, contra 19,1 milhões no relatório anterior. Paralelamente, a produção argentina foi elevada para 22 milhões de toneladas, enquanto a brasileira passou a 49,5 milhões de toneladas (embora já existam indicativos de que a mesma possa chegar a 51 milhões de toneladas). Como se pode observar o relatório do USDA foi baixista para as cotações. O momento é de muita atenção, portanto, ao comportamento climático nas regiões produtoras dos EUA.
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