Resumo e justificativas
Inicialmente, peço-vos desculpas, pois sei que este artigo é um pouco longo (29 páginas), talvez ou necessariamente para desestimular os apenas “curiosos” (o resumo já é bem detalhado), além de bem especificado e até de difícil leitura imediata e não-programada, mas suplico paciência para vossas atenções fundamentais (também há muitos termos, acho que até então desconhecidos pela maioria e alguns links técnicos em português e em inglês). Ele foi construído com muito carinho e muitas pesquisas (a maioria, infelizmente, externas) para reconhecimentos, analises e consultas por nossos técnicos, parceiros e até empresários ou mesmo para apresentar e até desafiar meus leitores freqüentes (graças a vocês, sou o 2º mais lido do site, o que muito me honra) sobre o que há de mais moderno em termos de diversas energias solar mais muito da moderna, rápida e eficiente singaseificação limpa e realmente rápida para a produção de singas com bom teor de hidrogênio (até 45%) altamente energético em até 20 minutos (não da lenta gaseificação para biogás entre 17 e 41 dias e com até 45% de metano), a partir das aqui chamadas de matérias-primas sujas (biomassas cultivadas, ou não, para tanto mais resíduos de seus processamentos, podas de jardins e de árvores, sobras de alimentos, detritos e resíduos de chão-de-fábrica, quaisquer lixos, fezes animais e humanas, esgotos etc., todas pré-desidratadas, pré-misturadas e até pré-enriquecidas no local); mais um pouco de eólicas e outras energias. Propomos apresentar apenas parte das tecnologias modernas, baratas, realmente sustentáveis e muito eficientes para projetos socioambientais/energéticos também de mini, pequeno e médio porte, simples ou híbridos, desde que realmente sustentáveis, honestos, em benefícios reais do futuro da humanidade e para permitir ao Brasil ser, mais uma vez, exemplo ambiental e energético para o Mundo.
Assim, para tanto, este artigo na forma de diagnostico, apresenta sete (7) novas tecnologias, dentre outras, já funcionando plenamente ou em pesquisa e desenvolvimento final e que irão ampliar as capturas e os usos (próprios ou principalmente para vendas), honestos e reais (até 30 anos de usos e por até 24 horas/dia nos sistemas híbridos e alguns pelo Sistema de gerenciamento térmico Termoflex por 22 horas/dia e até fora da rede) da energia solar em prol, real, do meio ambiente e do futuro da humanidade. Ele bem detalha as seguintes formas de captura/utilizações para a mesma fonte:
1) Fluidos Minerais e alguns Óleos Vegetais super refinados, altamente estocadores térmicos circulantes que aquecem entre 370º C e 600º C entre 5 e 40 minutos em sistemas coletores térmicos solar e/ou em singaseificadores rápidos e altamente eficientes das chamadas matérias-primas sujas e/ou em caldeiras (bem descritas no inicio) mais em “fire tubes” e similares; fluidos esses que, após aquecidos, demoram de 4 a 15 horas/ciclo térmico para esfriar, produzindo, via vapor, aquecimento direto e/ou refrigeração reversa e/ou eletricidade e/ou dessalinizações rápidas até precisar de nova recarga térmica ou de forma continuada;
2) Calhas Parabólicas (raio igual) captadoras anteriores, simples ou duplas, mas já altamente concentradoras térmicas solar (possível temperatura na caixa-coletora térmica, acima e próxima e situada entre 80 e 110 cm acima ou adiante e de até 50 vezes mais do que na sua base) mais para produção rápida de água quente até 220º C (opcionalmente para fluido térmico circulante até 370º C), tudo para aquecimento/refrigeração/geração elétrica/dessalinização;
3) Calhas Parabolóides (semi-elipticas ou ovais) recentes e duplas, captadoras e altamente concentradoras térmicas solar (possível temperatura de até 70 vezes mais na caixa-coletora especial térmica e próxima, situada entre 60 e 80 cm acima ou adiante, do que na base) mais para a produção rápida de fluido térmico circulante ou estocável em até 370º C para uso por até 22 horas/dia – Sistema Termoflex - ou de água quente para uso diurno com temperatura de até 220º C (inclusive nas usinas DSG), tudo para aquecimento/refrigeração/geração elétrica/dessalinização (aqui com previstos usos de nossa futura caixa-estufa coletora inovadora, hermética e captadora térmica em mais +10% a +15% do que na anterior - patente solicitada);
4) Sistema produtor térmico RURAL e HIBRIDO (acoplado à Rede, ou não, que neste caso se chama de “off-grid”) de captura ideal heliotérmica solar intensa (em alguns casos e locais, também possível com captura fotovoltaica, inclusive com algumas baterias) mais singaseificador rápido de matérias-primas sujas – pré-desidratadas e pré-misturadas/enriquecidas - mais possível minieólico mais possível PCH etc.. em pequenos e médios projetos no mesmo local ou grupal ou de vizinhos - para aquecimentos ou geração elétrica principal ou complementar (se ligado à rede no sistema “grid-tied” ou “on-grid”), tanto via reaquecimento de fluido térmico circulante a 370º C por até 24 horas/dia (somente possível nos híbridos), como por água quente até 220º C por 6 a 10 horas/dia, isto em locais com poucos residentes e/ou baixa insolação e/ou muita poluição/sombras/chuvas/florestas e/ou isolados e/ou com difícil acesso;
5) Sistema produtor térmico URBANO ou PERIURBANO HIBRIDO (acoplado à Rede) de pequeno ou médio porte, de captura ideal em calhas com fluido térmico para produção de vapor (geração rankine) e/ou, opcionalmente até em sistema solar fotovoltaico com poucas baterias, tudo para capturas mais gerações hibridizadas/somadas com aquecimento sou gerações por singaseificador rápido e eficiente, locais ou externos, de poucos a médios volumes das aqui chamadas matérias-primas sujas e/ou em caldeiras (bem descritas no inicio) e a serem instalados em locais com pequena área disponível ou com baixa oferta somada de resíduos ou com altos riscos para instalação de singaseificadores com singas para pequenas moto-gerações despoluídas (grupo de residências, prédios residenciais e públicos, condomínios, shoppings, presídios, pequenas agroindústrias, clubes, escolas, hospitais, postos de combustíveis etc..) ou de não possível instalação de turbinas das calhas solar; e para finalidades múltiplas (aquecimento predial direto, inclusive de piscinas, e/ou refrigeração reversa por chiller de absorção e/ou geração elétrica própria, compensável no “grid-tied” ou para vendas à rede e/ou dessalinização rápida de água salgada). Alternativamente, o grupo ou condomínio ou a construtora pode realizar a sua singaseificação e/ou de vizinhos em outros locais mais baratos e mais amplos (lotes, areas rurais, contêineres como nos EUA e no norte da Europa) e de lá entregar ou vender apenas a eletricidade à rede (sistema “grid-tied”) para receber/compensar na conta do prédio ou dos locais acima;
6) Usinas mistas solar/petroquímicas (diesel ou gás natural) para aquecimentos continuados de fluidos térmicos para usos por até 24 horas/dia e/ou de água quente para usos diurnos (também para aquecimentos ou gerações elétricas) e/ou com geração complementar pelo GLP ou gás natural em turbinas a gás;
7) Novíssimo sistema solar não-misto e não-hibrido – ainda sem dados comparativos de eficiências e de custos - para captura térmica solar na primavera e verão para estocagens e usos noturnos (como nos atuais fluido térmicos acima) no próximo inverno e/ou por até 18 anos.
Notas explicativas:
Antes de leres este artigo é recomendável a leitura do meu artigo anterior “vem ai, a barata e confiável energia solar parabólica de pequeno porte” neste mesmo site e com acesso pelo link a seguir: https://www.agrolink.com.br/colunistas/coluna/vem-ai--a-barata-e-confiavel-energia-solar-parabolica-de-pequeno-porte_411821.html .
Repetindo o aviso do artigo anterior, em absoluto, não quero nem estou jogando pedra nas vidraças dos outros, mas apenas divulgando as evoluções cientificas e cobrando pela seriedade cientifica e por resultados dos propósitos industriais, comerciais e governamentais, tudo pela necessária revolução ambiental mais evolução humana, honestas e sérias e, com que todos, certamente, mais do que concordam.
Em meus 14 livros publicados pela antiga BMF-Bovespa sobre as cadeias dos agronegócios (“e-books” não mais disponíveis) entre 2002 e 2007 sempre iniciei com o prefácio do eminente cientista e autor, Prof. Peter Drucker, que conheci pessoalmente e que citava que os técnicos, os executivos e as empresas vencedoras seriam, cada vez mais, movidos apenas pelos conhecimentos (inicio do conceito mundial de “think tank”) e que seus funcionários e diretivos podiam tudo, menos serem desonestos com seus clientes/acionistas nem terem preguiças de leitura nem obsolescência de conhecimento. Tal obsolescência fatal viria cada vez mais cedo (em ciências e negócios, a cada 3 a 5 anos, pois tudo muda muito rápido e muitos, mesmo que bem avisados, ainda acham que sabem, mas, na pratica, já estão desatualizados e até desconhecedores, se tornando facilmente substituíveis/descartáveis/não-promovíveis). Vale muito a pena ver acerca em: http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/peter-drucker-03/22608/ mais em: http://www.folhavitoria.com.br/economia/blogs/gestaoeresultados/2015/08/14/trabalhadores-do-conhecimento-a-visao-de-peter-drucker/ mais em: https://core.ac.uk/download/pdf/30369886.pdf .
Também, neste artigo, além de incentivarmos e de muito colaborarmos para a causa ambiental, social e a sustentabilidade real dos projetos (principais credos), nossos principais objetivos são muito contribuir - orientando e incentivando - para reduzir a demanda brasileira pelas atuais energias não-sustentáveis (algumas renováveis) e com altas perdas e altos custos, de implantação/manutenção -, tudo de forma progressiva mas rápida, consistente, responsável e honesta e via implantação de milhões de mini, pequenos e médios projetos ambientais-energéticos “caseiros”, prediais, condominiais, agroindustriais, industriais etc..
Ao optar pelas energias – hoje sabidamente não-sustentáveis – hidroelétricas, termoelétricas, petróleo e gás, o Brasil ampliou muito seu conhecimento apenas focado, mas também seus custos de distribuição e idem as perdas de transportes e de distribuição energética, o que não ocorrerá em nossos micros, pequenos e médios projetos aquecedores, refrigeradores, geradores, dessalinizadores etc.. humildes, mas locais, grupais e micro-regionais.
A maioria das nossas hidroelétricas e PCH (também algumas fazendas eólicas e solar heliotérmicas de médio e grande porte) situam-se no interior e em locais com muitas chuvas, muitas florestas, declives/aclives acentuados e, pior, muito distantes dos principais centros consumidores e industrializadores/processadores (cerca de 80% da população brasileira mora até 300 km da beira-mar). Pelo lado de nossos sustentáveis projetos solar – simples ou híbridos – ou para singaseificação rápida e altamente eficiente de matérias-primas sujas a idéia é produzir muito aquecimento ou energia elétrica para usos locais ou no máximo a 30 km de distância entre a fonte e o consumo (ou entrega a rede).
Com isto, além de aumentarmos a oferta local ou micro-regional (baratas, seguras e com menos quedas de ofertas) e de reduzirmos a demanda total (permitindo maior desenvolvimento do País), pretendemos liberar as novas e grandes ofertas – sobretudo pelas futuras grandes fazendas eólicas e solar heliotérmicas, desde que realmente sustentáveis e com baixos custos e perdas mínimas - para novos projetos de desenvolvimento socioeconômico ambientalmente corretos do País. Também, boa parte de nossa produção e de industrialização agropecuária ainda se mostra elevadamente poluente, em que pretendemos e podemos muito contribuir para reduzir/mitigar/eliminar tais níveis nos antigos e novos projetos, tanto rurais, como agroindustriais.
Assim, em termos ambientais reais e imediatos mais produtivos de carnes, lácteos, ovos, peixes, legumes e frutas processadas/embalados etc.., imaginem o grande impacto positivo que possibilitaremos ao limpar e transformar rápida e sustentavelmente (em até 20 minutos e apenas eliminando vapor e CO2 normais), a maioria das fezes, camas, detritos industriais e de chão-de-fábrica das milhares de granjas e de processadoras do País, de qualquer porte.
Além disso, há de se devolver muita água quase limpa (via máquinas rápidas e eficientes indianas e chinesas, chamadas de CDDM (“cow-dung dewatering machine”) ou apenas “cow dung” (ainda inexistentes no Brasil) para re-tratamentos e reusos locais. Melhor ainda é que cada projeto poderá gerar seus próprios aquecimentos diretos mais refrigerações indiretas mais gerações próprias pelas singaseificações rápidas das aqui chamadas de matérias-primas sujas. Enquanto no singaseificador o tempo de trânsito total até a produção de singas cm alto teor de hidrogênio (o combustível do futuro), já totalmente limpo e purificado, varia de 5 a 20 minutos, no antigo biogaseificador de fezes e de lixos triturados demora de 17 a 42 dias para produzir metano (um combustível do passado, altamente poluente e com alto nível de risco de produções e de usos em locais inadequados).
É este o futuro brilhante que prevemos e lutamos pelo Brasil e que será, mais uma vez, lição ambiental e energética para o Mundo.
Antes de entrarmos no mérito principal (pequenas e médias plantas rurais ou urbanas/periurbanas, aquecedoras ou geradoras unitárias, grupais, condominiais e até prediais), vejamos a seguir um pouco sobre o crescimento constante das captações solar heliotérmicas no Mundo (a maioria em calhas PTC e para reaquecer fluidos térmicos circulantes) em moderníssimas, caríssimas, grandes e até gigantes usinas em muitos países (ainda não temos tais técnicas e plantas no Brasil, mas há algumas recentes e grandes no Piauí, na Bahia e em Minas Gerais, mas todas ainda com captura fotovoltaica e por 6 a 10 horas/dia).
Sempre é bom lembrar que, segundo o Depto. de Engenharia Elétrica e Computação da Universidade da Universidade de Illinois (EUA), as capturas térmicas solar do tipo heliotérmico em calhas, discos ou espelhos etc.. do tipo CSP (“Concentrated Solar Power”), altamente refletoras e concentradores térmicos de fluidos térmicos reaquecíveis, circulantes ou estocáveis no sistema TES (“Thermal Energy Storage”), além de permitirem a geração durante os períodos de maior demanda e/ou até sem sol a plena carga de irradiância (períodos vespertino, noturno ou em dias nublados, com chuvas, granizos, com sombras, areias e poeiras etc.. aumentam “consideravelmente” (possíveis +35,9%) o valor econômico da energia produzida e podem compensar os custos adicionais de investimento em tais heliotérmicas (aquecendo ou gerando por até 22 horas/dia como previsto no Sistema Termoflex com fluidos térmicos, o mais usado – vide a seguir), ante as capturas (não gerações) e valores das usinas fotovoltaicas de médio e grande porte (não as caseiras e grupais), que também estão crescendo muito ultimamente em países e locais com alto nível de captação horária.
Tais usinas recentes no Brasil para capturas apenas fotovoltaicas estão ampliando, mesmo sem as caríssimas estocagens em baterias, isto é, só aquecendo ou gerando por até 10 horas/dia (crescimentos esses somente graças aos sistemas “grid-tied” (ou “on grid”), ou seja, de forma compensada, pois são necessariamente ligadas e, muitas vezes, altamente dependentes da rede fornecedora usual, estas muito mais baseadas em energias não-sustentáveis. Assim, sem entrar no mérito, as concorrentes suspeitam que o maior objetivo de tais fotovoltaicas e/ou aquecedoras, de todos os portes e locais, sejam apenas a importação e a venda de painéis solar mais seus inversores, baterias e outros componentes e, pior, que podem ser itens já reciclados e até com elevado risco ambiental (vide acerca a seguir). Igualmente, infelizmente, tais painéis solar fotovoltaicos ou apenas captadores térmicos, além de terem baixo nível de captação bruta de no máximo 360W (watts hora) por painel são caríssimos e têm baixo rendimento real e apenas cerca de 15,0% de captura elétrica e isto mesmo nas usinas de médio e grande porte (vide diversas provas a seguir).
Segundo o site Energias Renováveis há potencial elevadíssimo para as energias sustentáveis no Brasil (ainda chamam de renováveis, embora nem toda a energia sustentável seja realmente sustentável como se vê na maioria das hidroelétricas, etanol, biodiesel e até em algumas solar, eólicas etc..).
Segundo eles “há um potencial solar somente fotovoltaico gerador elétrico gigante de 28.500 GWh (talvez incluindo aquecimentos equivalentes) mais de 440 GWh da geração eólica mais apenas de 172 GWh de novas hidroelétricas no Brasil”.
Ainda segundo eles, “90% dos brasileiros sonham em gerar a própria energia e os entes públicos devem ajudar a realizar essa meta” (no que concordamos). Contudo, reclamam muito que as grandes geradoras elétricas convencionais mais as distribuidoras locais fazem tudo para dificultar o avanço das energias sustentáveis no Brasil (solar de qualquer tipo, mais fotovoltaicas mais biomassas etc..), pois temem perder mercado comprador, sobretudo, com o forte avanço previsto dos sistemas próprios ou grupais. Vide artigo “Lobby no Brasil quer impedir crescimento da energia solar fotovoltaica” em: https://www.portal-energia.com/lobby-no-brasil-quer-impedir-crescimento-da-energia-solar-fotovoltaica/ .
Em termos de custos comparativos, diversas plantas recentes, apenas fotovoltaicas, de médio e grande porte no Mundo tiveram custos médios parecidos com as recentes do Brasil – abaixo - entre Us$ 0,85 milhão/MWh e Us$ 1,7 milhões/MWh (exclusive custos com entregas reais, fora as elevadas perdas de captações, transporte e distribuição final - vide a seguir caso da China).
Contudo, as usinas heliotérmicas completas (captura e intensa reflexão/concentração solar para reaquecimentos fluidos térmicos circulantes ou estocados – tipo Termoflex - para gerações rankine por vapor), mas para realmente gerar com alta segurança de oferta e por até 22 horas/dia (e não captar por 6 a 10 horas/dia com baixa segurança de oferta diária), chegam a custar, atualmente, após seguidas quedas de preços, entre US$ 3,0 milhões/MWh e US$ 5,0 milhões/MWh (inclusive custos com entregas e também com elevadas perdas), a depender da tecnologia e do local.
Entretanto, na pratica, é muito difícil checar e comparar tais custos e tais tecnologias e seus resultados reais, pois se tratam de segredos e de estratégias empresariais (quase um tabu).
Em termos percentuais (%) de eficiência final da captura solar para geração por diversas formas (excluindo perdas de captura e perdas geradoras e transmissoras), os melhores resultados obtidos e detectados, pela ordem, em usinas de Almeria (Espanha) e também em Las Vegas - Nevada (EUA) foram:
1) Usinas parabólicas com geração hibridas do tipo PTC-GT (calhas “Parabolic trough collector”, mas para acionar turbina a gás, tipo GT “gás turbine”) com rendimento aproximado de 44% (calhas parabólicas coletoras e concentradoras em que o ar comprimido após a geração e na saída do compressor é direcionado para o campo solar, onde é pré-aquecido antes de entrar na câmara de combustão de turbina a gás, sendo que o ciclo de vapor não é modificado);
2) Usinas solar com espelhos e torres centrais também com gerações hibridas do tipo CT-air (Torre Central = Central Tower captadora da média reflexão/concentração de espelhos ao longe, mas para ar comprimido) com 42% de rendimento (espelhos refletores para torres centrais para aquecimento e maior pressionamento de ar - vide antes);
3) Usinas parabólicas com geração simples a vapor do tipo PTC-DSG (calhas “Parabolic trough collector”, mas para aquecimento direto de água para vapor – tipo DSG “Direct Steam Generation” simples e diurno - vide após) com rendimento de 32% (calhas parabólicas coletoras e concentradoras e com geração direta por vapor);
4) Usinas simples do tipo CT-DSG (Torre Central = Central Tower, captadora da média reflexão/concentração de espelhos ao longe, mas para aquecimento direto de água para vapor – tipo DSG “Direct Steam Generation” simples e diurno - vide após com 30% (espelhos refletores para torres centrais e com geração direta com vapor);
5) Bem abaixo ficaram os rendimentos finais das Usinas simples do tipo LFR-DSG (discos refletores Fresnel lineares - tipo LFR “Linear Fresnel Reflectors”, mas para aquecimento direto de água para vapor – tipo DSG “Direct Steam Generation” simples e diurno - vide após) com rendimento de 22% (discos refletores lineares Fresnel e com geração direta com vapor);
6) Usinas hibridas do tipo LFR-GT (discos refletores Fresnel lineares - tipo LFR “Linear Fresnel Reflectors” e acionando uma turbina a gás – tipo GT “gás tubine”) com rendimento final de apenas 9% (discos refletores lineares Fresnel com a geração (calhas parabólicas coletoras e concentradoras em que o ar comprimido após a geração e na saída do compressor é direcionado para o campo solar, onde é pré-aquecido antes de entrar na câmara de combustão de turbinas a gás, sendo que o ciclo de vapor não é modificado);
Atualmente, há dezenas de usinas heliotérmicas de grandes a gigantes portes para produções de aquecimentos e gerações elétricas e por até 22 horas/dia no Sistema Termoflex – vide após (sendo de 6 a 15 horas dia sem a presença do sol e graças às elevadíssimas e altamente eficientes, mas caríssimas, estocagens termoquímicas-elétricas pelos fluidos térmicos). Há usinas gigantes no Mundo para gerar desde 30 MWh até 1.500 MWh.
Em 2016, segundo o Depto de Engenharia Elétrica e Computação da Universidade de Illinois – EUA (https://courses.engr.illinois.edu/ece333/fa2017/handouts/Lecture17.pdf ), a geração total por usinas concentradoras solar captadoras com espelhos, calhas, discos solar etc.. (usinas CSP “Concentrated Solar Power”) e com estocagens térmicas por fluidos circulantes (“TES - Thermal Energy Storage”) já atingia 5,01 GWh (5.017 MWh), liderados pela Espanha, EUA e Austrália e, mais recente, pela China, Japão e Emirados Árabes.
Diferentemente da captura térmica direta ou da energia fotovoltaica em tubos evacuados ET (“evacuated tubes” ou “pipe tubes”) ou em placas planas FT (“flate plates”) ainda com altíssimas perdas, pouca eficácia real, baixa vida útil e altos custos), as tais usinas heliotérmicas - embora bem mais caras no inicio – captam com menores perdas a energia solar por 6 a 10 horas diurnas e após a refletem e a concentram para promover aquecimentos térmicos de fluido térmicos circulantes a serem estocados localmente, principalmente para possibilitar gerações elétricas efetivas - mesmo sem sol - e por até 22 horas/dia pelo chamado Sistema Termoflex (já sendo possível estocar por 01 a 30 anos – vide ultimo capitulo) e em alguns casos de água quente (usinas aquecedoras/refrigeradoras ou geradoras do tipo DSG - vide a seguir).
O Brasil já tem 04 usinas do tipo apenas fotovoltaico por custos baixíssimos e em locais com elevada irradiância diária comprovada (o que pode compensar as tais perdas elevadas -, como descritas a seguir em projetos também fotovoltaicos na China -, pois são usinas bem no interior dos Estados), sendo duas da italiana ENEL Green Power (ENEL Brasil) próximas à cidade de Bom Jesus da Lapa – BA (usina BJL para captar 80 MWh mais usina Lapa para 78 MWh), totalizando 158 MWh (baixíssimo custo de Us$ 175 milhões – igual a US$ 1.100 mil /01 MWh – com 500 mil painéis, mas apenas para captação fotovoltaica e diurna).
Uma terceira foi inaugurada, recente, pela mesma ENEL, em Ribeira do Piauí – alto nível de irradiância real - para gerar 290 MWh (maior usina solar da America Latina e, novamente, com baixíssimo custo de US$ 300 milhões igual a Us$ 1.034 mil/01 MWh) e com mais de 1.000.000 de painéis fotovoltaicos instalados em 690 hectares (novamente somente para capturas diurna – não geradas).
Em setembro/2018, novamente, a ENEL começou a construir uma usina fotovoltaica gigante para captar 475 MW (não gerar) por, previstos, baixíssimos US$ 400 milhões em São Gonçalo da Gurgueia - PI, valor igual a apenas US$ 842 mil/01 MWh, embora para produção elétrica, aparentemente, e somente por 6 a 10 horas/dia.
“No Estado da Bahia, a ENEL já opera 264 MW de capacidade eólica e, atualmente, está construindo os parques solar Horizonte e Ituverava (254 MW), assim como os projetos eólicos Morro de Chapéu (172 MW), Delfina (180 MW), e Cristalândia (90 MW).”
“No total, o Grupo ENEL, por meio de suas subsidiárias EGPB e ENEL Brasil, possui uma capacidade instalada total em renováveis no País de 1.464 MW, dos quais 401 MW de energia eólica, 170 MW de energia solar e 893 MW de energia hidrelétrica, bem como outros 442 MW eólicos e 649 MW solar de capacidade atualmente em execução.”
Recente, em Minas Gerais, a empresa SolaireDirect (parte da ENGIE S.A.) investiu elevados R$ 679 milhões (R$ 5,14 milhões/01 MWh igual a elevados US$ 1,35 milhões/01 MWh para este tipo de planta solar) em um conjunto de 04 plantas para gerar 132 MWh (quatro usinas, com construção progressiva, para gerar 33 MWh cada), mas tudo, novamente, apenas de forma fotovoltaica e com geração apenas diurna, infelizmente.
Com tal penetração das fotovoltaicas gigantes e apenas diurnas (bastante subsidiadas e incentivadas nos leilões da ANEEL mais com empréstimos baratos e em prazo longínquo pelo BNDES e outros subsídios e benefícios estaduais) já se nota o inicio de uma clara briga, até de baixo nível, entre as geradoras tradicionais e estas novas solar apenas fotovoltaicas, ditas, por eles, como “oportunistas”.
Sem entrar nos méritos, as antigas geradoras e distribuidoras tradicionais também reclamam muito, com certa razão, de que as entregas compensadas da geração distribuída de energia pelo sistema “grid-tied” (“on grid”) estão desnivelando os mercados e competindo desigualmente com elas e que têm que arcar com toda a construção e os custos das redes de distribuição até o consumidor final (rede esta usada pelas fotovoltaicas e não querem remunerar adequadamente, acho eu, porque já têm altas perdas de geração e de transportes, como se verá a seguir em usinas similares na China). Além de somente investirem localmente, as fotovoltaicas “grid-tied” geram e entregam a rede, exatamente, nos horários de boas demandas comerciais e até industriais (maiores e melhor remuneradas, sobretudo se forem vendas adicionais – fora do contrato com a ANEEL nos leilões - no chamado mercado livre), enquanto as demais têm que gerar e entregar, obrigatoriamente, por 24 horas mais no mercado cativo (também para a elevada e baixamente remunerada demanda noturna publica, privada e rural) sem poder estocar e, inclusive, havendo que entregar bem mais eletricidade para usos públicos e nos horários da chamada demanda-pico das 18:00 às 21:00 horas (em geral, demandas mais por residenciais), estas com maiores preços de vendas, mas também com maiores custos.
Segundo as geradoras e distribuidoras antigas, “em junho de 2016, apenas 4,4 mil unidades consumidoras do país recebiam créditos por injetar no sistema mais energia do que a consumida (sistema chamado de captação/geração distribuída). Em agosto de 2018, o número da captação/geração distribuída saltou 1.168% ante o anterior, para 51,5 mil. Em 23 de novembro de 2018, já eram 63,5 mil, alta de 23% em três meses. Do total, quase 90% dos créditos são relativos à captura solar por painéis fotovoltaicos. Assim, “nos próximos cinco anos, teremos mais mudanças do que as que ocorreram nos últimos 50”, afirma Dirigente da Entidade das geradoras antigas. O desafio, portanto, é fazer a regulação acompanhar a velocidade das transformações. “Segundo a ANEEL, são adesões de apenas 130 novos sistemas de geração distribuída unitária por dia e, assim, dentro de um universo de 82,0 milhões de consumidores conectados às distribuidoras do país, os 60 mil que recebem créditos (em nov./2018) eram uma gota no oceano”, mas, a meu ver, tudo que amplia muito, e rápido, um dia chega lá”.
Com tal impasse, já se prevê algumas mudanças nos marcos regulatórios da energia solar mais eólica a partir de 2019 e com as fotovoltaicas tendo que pagar um preço justo pelo uso das redes das distribuidoras (inclusive pela não obrigatoriedade de entrega noturna e nas demanda-pico) , sendo tudo negociado ou arbitrado pela ANEEL. Também, os leilões de compra, os subsídios, os prazos dos créditos, gerais, concedidos e os incentivos praticados por alguns Estados podem ser alterados.
Contudo, a bem da verdade, é bom esclarecer que nem sempre estas altíssimas captações solar fotovoltaicas ou captações heliotérmicas para gerações, via fluido térmico para vapor ou mesmo por líquidos de sistemas ORC, chegam aos consumidores, pois há elevados custos com captações e gerações mais significativas perdas com captações, gerações, transportes até a rede coletora e ainda com distribuição etc.. até o consumidor final (quem paga tudo, obviamente, é sempre o consumidor final, inclusive pela geração noturna, mas isto - quando elevado - gera sérios desequilíbrios diretos na socio-economia e, indiretos e bem mais prejudiciais, no meio-ambiente, dai a nossa grande luta pela geração própria ou grupal ou predial ou condominial etc.. em pequenos e médios projetos simples ou híbridos). Sem deméritos, sabe-se que uma coisa é o potencial captador ou gerador de campo e outra, bem diferente, é a entrega real ao consumidor final.
Ao bem da verdade, no caso das capturas solar, tanto nas fotovoltaicas (diurnas e baratas), como na maioria das heliotérmicas (por 22 horas no sistema Termoflex com reaquecimento e estocagens de fluidos térmicos, mas caras) - a maioria de grande porte e distante dos centros consumidores - já há fortes criticas técnico-financeiras de que as elevadíssimas perdas apenas pelos transportes já inviabilizam tais projetos (as perdas detectadas chegam a 86% da geração local em usinas fotovoltaicas, como no vídeo a seguir de grande usina na China). Tais resultados negativos já levam a não mais incentivos pelo Governo chinês para tais tipos de usinas. Tudo isto muito difere de nossas propostas de instalar milhões de pequenos projetos para gerações locais com baixos custos e perdas mínimas, se possível com nossas calhas PTC já parabolóides, duplas e ovais, para reaquecimentos de fluidos térmicos circulantes em até 370º C ou de água quente até 220º C, simples ou hibridizadas, localmente, com a gaseificação eficiente e rápida - 5 a 20 minutos até a geração real (ante 17 a 41 dias pelos biodigestores antigos para biogás) - de matérias-primas sujas - também para fluidos térmicos circulantes, mas agora a 600º C, em projetos tanto unitários ou até isolados, como grupais, prediais, condominiais e coletivos próximas, no máximo até 30 km, e assim, praticamente, sem perdas de transportes elétricos e/ou de gerações.
Ao todo, visando a um futuro mercado gigante e inovador com milhões de futuros mini, pequenos e médios projetos ambientais-energéticos positivos e honestos - isolados ou grupais, com baixas perdas e baixos custos, próprios ou para vendas - no Brasil e na América Latina, já tenho 07 patentes ambientais-energéticas, inovadoras e exclusivas, requeridas para tanto no Brasil com meus melhoramentos técnicos; mais minhas inovações tecnológicas; reduções de porte; reduções de custos com materiais nacionais, tropicais e outros; adaptações para nossas condições etc.., tudo muito bem pesquisado e desenvolvido a partir de máquinas e equipamentos já bem testados e bem funcionando no exterior (mas, a maioria em médio e grande porte - não lhes interessando reduzir -; mais com altos e elevadíssimos custos - mão-de-obra com custos bem mais elevados e pagamentos semanais nos EUA, Canadá, Europa, Japão, Coréia, Austrália e outros; mais ainda com necessários pagamentos de diversos impostos de entrada que inviabilizam suas importações; idem quanto aos difíceis usos seguros e continuados, pois, além de, possivelmente, não se terem peças de reposição garantidas e disponíveis rapidamente, também não há garantias de assistência técnica barata e eficiente no Brasil (tudo isto apenas no aguardo de parcerias, reais e sérias, para as necessárias fabricações e testes de nossos protótipos para as obtenções das necessárias licenças ambientais e industriais, previamente exigidas para se colocar os produtos nas prateleiras negociais).
Vide a seguir link em português para usina heliotérmica de grande porte, fotovoltaica, na China (200 MWh), mas com taxa efetiva de captação de apenas 14,7%, devido à longa distância até a entrega final - https://www.bbc.com/portuguese/amp/vert-fut-45766319.
Assim, também o País e o nosso meio-ambiente são bem melhor atendidos eletricamente com as capturas solar em calhas CSP mais estocagens TES, abaixo melhor detalhadas, do que com outros sistemas de pequeno ou grande porte (captadores fotovoltaicos caseiros e/ou distantes dos locais consumidores).
No Brasil, ao contrário da China e de países da Europa e dos EUA, não se conseguem dados fáceis sobre tais 03 perdas reais, isoladas ou somadas, de cada projeto (quase um tabu) e os imensos potenciais das pequenas e médias gerações solar não-fotovoltaicas hibridizadas com minieólicas mais PCH até em fio d’água/mini-plataformas mais, principalmente, com a singaseificação muito rápida e plena de biomassas e com imensas limpezas ambientais (lixos, fezes animais, esgotos, detritos etc..) - individuais ou coletivas e por até 24 horas/dia nos sistemas híbridos, até fora da rede, com mínimos valores a investir, baixos custos e quase sem perdas -, seguem esquecidas e até perseguidas.
Artigo
Como a demanda energética mundial ainda deve ampliar 140% entre 2000 até 2060, segundo a multinacional Shell (só a população deve ampliar +25%, chegando a 8,0 bilhões), ainda muito tem que ser feito, e urgente, para se obter novas aquecimentos/refrigerações e gerações elétricas sustentáveis nos próximos anos.
Sem deméritos, o Brasil parece que estacionou suas pesquisas e usos com suas fontes energéticas antigas e baratas (hidroelétricas e PCH, a maioria já com sérios problemas ambientais e que impedem novos médios e grandes projetos) e mais recente com o seu gás natural mais o petróleo do pré-sal (todos altamente poluentes, não sustentáveis e escassos), embora tenha aumentado – temporária e até beneficamente - sua fonte energética a partir de produtos agrícolas – apenas renováveis, mas, também, não sustentáveis ambiental e socialmente, como o etanol e biodiesel (altamente concorrentes por terras férteis com a fundamental produção de alimentos).
Além disso, diversos autores afirmam que a era do petróleo, do gás natural e até do carvão estará morrendo/findando nos próximos 30-50 anos, sendo substituída, progressivamente, por novas energias e que o Brasil ainda pouco conhece, pesquisa ou domina (hidrogênio; biomassas cultivadas/certificadas para tanto ou de seus muitos resíduos de processamentos; biocombustiveis de palmáceas mais de raízes renováveis e de madeiras certificadas e renováveis; solar heliotérmica de muitos portes; geotérmica; eólica de muitos portes; energia das ondas e das marés, algumas PCH etc..,) Assim, não faz muito sentido estacionarmos nossa economia na total dependência energética por petróleo/gás/etanol/biodiesel mais incentivarmos nossas empresas e, pior, educarmos nossa juventude e futuros profissionais apenas com visões ambientais-energéticas antigas e já em clara e rápida substituição.
Assim, ainda se vê uma grande “crise de identidade” e de difícil solução do Brasil - ainda pobre ou subdesenvolvido - por ser, ao mesmo tempo, o Pais que detém o maior patrimônio socioambiental em águas circulantes e subterrâneas do Mundo mais de imensas terras férteis (ainda só cultivamos, sem repetições na mesma área, 85 milhões hectares totais, sendo 64 milhões com lavouras de grãos e outros segundo a NASA, isto é, apenas 23% do total disponível e conhecida = cerca de 370 milhões de hectares disponíveis e de 850 milhões hectares totais do País) mais grandes e muitas reservas e florestas gigantes, mas, também ainda é um dos maiores poluidores do Mundo, inclusive muito contribuindo para a continuidade da insustentável poluição mundial, via gás e petróleo.
Os países nossos concorrentes no Mundo pesquisam intensamente, desenvolvem rapidamente e injetam bilhões de recursos em energias alternativas como a solar, térmica, eólica, biomassas cultivadas ou residuais, lixos, marés, hidrogênio etc.. A maioria já quase abandonou a fonte nuclear e quer sair rápido da dependência por gás natural, petróleo e carvão.
Por outro lado, no Brasil, de nada adianta reduzirmos a degradação florestal, agropecuária e ambiental nos campos e nos entornos das cidades e as poluições das cidades, se também expulsamos, crescentemente, os homens dos campos para as periferias das cidades, onde, invariavelmente, eles passam a ser quase uma bomba ambiental, além de consumidora de energias totais e com caro e difícil controle. No Brasil, hoje, cerca de 75% da população já mora a
até 350 km da beira mar e apenas 25% ainda residem nos campos (em alguns estados do Sul, Sudeste e Nordeste – altamente demandantes e de tudo - já cerca de 90% moram próximos ao mar).
Contudo, infelizmente, nem toda a nova energia mundial é realmente limpa ou eficaz como se promete. Por exemplo, sem deméritos (sempre se pode melhorar/surpreender mesmo que em longo prazo) e embora pouco divulgado, a captura solar para aquecimento e/ou para geração elétrica fotovoltaica enfrenta, pelo menos, cinco sérios problemas difíceis de transpor, a não ser que mudando o sol, a saber:
1) Há poucos dias realmente ensolarados no ano, sobretudo nos países mais frios (entre 5 e 21 dias na média de dezembro a fevereiro nos países do Norte);
2) Mesmo nestes dias ensolarados, a captura real somente ocorre por 6 a 10 horas/dia;
3) Mesmo durante este período, a captura eficaz, quase integral, se resume a 3 a 4 horas/dia e isto somente em dias realmente ensolarados (isto é, sem nuvens, sem chuvas ou neblinas, sem neves, sem poeiras ou areia, sem sombras ou poluições etc..);
4) Também, as perdas de captura fotônicas são elevadíssimas (78% a 85%), mesmo utilizando novos compostos minerais mais outros materiais moderníssimos – vide a seguir;
5) As baterias para estocagem da energia fotovoltaica captada mesmo com todas as dificuldades acima, chegam a custar metade do valor dos projetos e somente duram até 5 anos (prazo de validade concedido pelos fabricantes).
Em setembro/2018, o Departamento de Engenharia e Ciência Aplicada da Universidade da Califórnia (UCLA) dos EUA divulgou o resultado inédito de desenvolvimento e de fabricação, em parceria com pesquisadores chineses, de uma nova célula solar recorde e revolucionária, construída por uma mistura de cobre mais índio e gálio em camadas duplas, e com a capacidade recorde de captar, apenas, 22,4% da energia de entrada do sol, ou seja, com elevadíssimas perdas reais de 77,6% de captura. (vide artigo “nova célula solar bate recorde de eficiência” no site http://engenhariae.com.br/category/meio-ambiente/ ).
Vide também a corajosa tese de mestrado em Engenharia Civil pela UNIVATES (atual Universidade Vale do Taquari - Lajeado - RS) em 2015, mostrando, comparando e provando, também com dados do INMETRO, as baixas capturas solar reais em diversas residências de Lageado - RS entre maio e outubro de 2015 por uma série de fatores.


