O Dia Mundial da conservação do solo se comemora em 15 de abril. A data homenageia o nascimento, em 1881, do norte-americano Hugh Bennett, considerado o pai da conservação do solo. Um pioneiro.
Antiga bandeira da agronomia, por aqui o conservacionismo rural ganhou fama por volta de 1960, quando deslanchou a agricultura comercial. Foi nessa época que o combate da erosão virou credo da boa prática agrícola.
Acontecia que, derrubada a mata, as torrenciais chuvas arrebentavam o terreno plantado, provocando enxurradas de lama. Farta vegetação atlântica cedia lugar à terríveis vossorocas, tristes cicatrizes na natureza. Algo de errado acometia a agricultura tropical.
Os agrônomos reagiram. A ordem era o plantio em curvas de nível, evitando "descer o morro" com o arado. Tal prática, um verdadeiro horror técnico, se implantou para facilitar que os animais, bois ou burros, aguentassem puxar o implemento, rasgando o solo na inércia da descida. Coisa de antigamente.
Com a força da tratorização, surgiram os "terraços". Trata-se de um ondulado patamar, levantado sobre o terreno, exigido para cortar a descida da água. Quanto mais inclinada a superfície, mais próximos, uns dos outros, os murunduns de terra. Uma idéia sensata contra o mal da erosão.

