PREÇOS AGROPECUÁRIOS POSITIVOS
A inflação brasileira realmente disparou em 2010,fechando o ano em 11,32% pelo IGPM e 5,91% pelo IPCA. Neste último caso, muito próximo do teto da meta pré-estabelecida, que é de 6,5%. Um dos fatores deste aumento estaria concentrado na alta do preço dos alimentos, que participam fortemente da formação do índice. Efetivamente, ao olharmos o comportamento do mercado agropecuário mundial e nacional, nota-se que 2011 iniciou em um patamar de preços muito mais elevado do que o ano anterior, salvo um ou dois produtos específicos. Na Bolsa de Chicago, o bushel de soja inicia o ano a US$ 13,70, o que significa um ganho de 30,6% sobre seu valor do início de 2010. O óleo de soja, por sua vez, ganha 39,6%, chegando a 57,09 centavos de dólar por libra-peso no primeiro dia de janeiro deste ano. Já o farelo de soja registra US$ 365,70/tonelada curta, adicionando 15,7% de ganho sobre igual momento do ano passado. O milho fez ainda mais, atingindo US$ 6,20/bushel neste início de ano, ou seja, um ganho de 48,3%. Enfim, o trigo entra 2011 em US$ 8,05/bushel, registrando um ganho de 44,5% em um ano. Paralelamente, no mercado brasileiro, o dólar se desvaloriza mais uma vez, perdendo 4,07%, ao iniciar 2011 em apenas R$ 1,65, contra R$ 1,72 no início de 2010. O efeito destes movimentos levou os preços agropecuários nacionais, dos três grãos citados, a reações diferentes. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a soja subiu levemente, o milho viu seu preço disparar, em comparação ao início de janeiro/10, e o trigo estacionou.
PREÇOS AGROPECUÁRIOS POSITIVOS (II)
No comércio de lotes, a soja ganhou 8,8% no período,iniciando 2011 a R$ 49,50/saco. O milho somou 41,7%,com seu preço estando em R$ 26,00/saco. Já a tonelada de trigo permaneceu em R$ 415,00 no Estado gaúcho. No mercado paranaense a mesma perdeu 2,1% ao recuar para R$ 470,00 no início de janeiro. Enfim, no mercado de balcão (pedra), os preços médios aos produtores gaúchos estão todos em elevação, exceção feita ao arroz. Este cereal registra neste início de janeiro um preço 16,4% inferior ao existente um ano antes, com o saco de 50 quilos batendo em apenas R$ 24,46. Em contrapartida, o feijão ganha 19%, se fixando em R$ 74,36/saco, embora tenha registrado ganhos bem maiores no segundo semestre de 2010. O milho ganha 35%, a R$ 23,10/saco. A soja ganha apenas 7,6%, a R$ 44,41/saco, porém, a sua recuperação em relação a abril/10 é de 34,5%, pois naquele momento o saco da oleaginosa valia apenas R$ 33,00. O sorgo, cujospreços acompanham o mercado do milho, registra aumento de 36%, a R$ 18,65/saco. E o trigo, mesmo com todas as dificuldades, acaba tendo seu preço médio 7% melhor neste início de 2011, com o saco valendo R$ 23,44. Na pecuária, os ganhos igualmente foram importantes. O quilo vivo do boi gordo adicionou 29,6% ao seu preço do início de 2010,se fixando em R$ 3,02. O suíno ganhou 23,8%, a R$ 2,39 por quilo vivo neste início de 2011. O cordeiro viu seu preço disparar para R$ 4,19 por quilo vivo (+85,4%).Enfim, o leite registra um aumento de 10,9%, com o valor médio do litro, ao produtor, iniciando o ano a R$ 0,61.