Há 10 anos, quando o debate sobre os produtos transgênicos foi polemizado no Rio Grande do Sul e Brasil por questões ideológicas, escrevemos que a ciência e o mercado iriam definir o destino destes novos produtos agropecuários. Que era preciso apoiar a inovação tecnológica, desde que consolidada pela ciência quanto aos seus efeitos junto à população e o meio ambiente. Hoje, início de 2007, mais do que nunca o avanço dos transgênicos pelo mundo e no Brasil confirma que o processo é irreversível e vantajoso. Em 2006, as culturas transgências avançaram 13% em área no mundo segundo a ISAAA, a principal organização internacional sobre o assunto. O mundo possui atualmente 102 milhões de hectares cultivados com produtos transgênicos, sendo esta área 60 vezes maior do que há 10 anos. Estes produtos envolvem 10,3 milhões de agricultores no mundo, havendo a tendência de que, até 2015, a área semeada com transgênicos dobre, atingindo a 200 milhões de hectares. Ao mesmo tempo, estudo de cientistas ingleses concluiu o que já era sabido pelos produtores de soja gaúchos: o plantio de transgênicos é benéfico tanto do ponto de vista sócio-econômico como ambiental. O volume de utilização de agroquímicos, nos últimos 10 anos, foi reduzido em 15,3% no mundo, ou 224.000 toneladas a menos na emissão direta de agrotóxicos no ambiente. Além disso, o menor uso de máquinas nas lavouras mundiais permitiu uma redução de mais de 9 milhões de toneladas de emissões de CO2 na atmosfera, o que representa retirar de circulação todos os carros da cidade de São Paulo durante um ano. Em termos econômicos, os produtores de transgênicos do mundo obtiveram um aumento cumulativo na renda de US$ 27 bilhões, sendo que US$ 5 bilhões somente em 2005, fato que indica tendência de alta nestes ganhos.
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