Urge modernizar/gerar eletric/rentabilizar, o esquecido setor cerâmico/carvão, 2o menos sustentável
INTRODUÇÃO:
Porque poucos se interessam pelos problemas socioambientais E ECONÔMICOS (baixa renda real de algumas) das indústrias de telhas, tijolos, louças, vidros, cimentos, carvão siderúrgico/metalúrgico etc.?
Pela elevadíssima importância MUNDIAL, e em especial para as florestas da América do Sul, apresento-vos, analiso e comento (e informo-vos sobre um pouco das bases publicáveis de meu próximo pedido de patente acerca (limpadora/sustentadora/eletrificadora/rentabilizadora) a publicação de 2017, do link do final, com possíveis graves e constantes crimes ambientais, ainda praticadas, por parte deste setor, sendo estas até maiores = iguais, do que dizimar florestas (estas reconstituíveis socioambiental-economicamente, quando, e se, de interesse), somente perdendo para as poluições somadas e produzidas pelas queimas e usos dos derivados de petróleo em diversas e muitas atividades econômicas), MAS, que redundam com tais INSUSTENTABILIDADES continuadas e ELEVADAS, sendo MUITO, e incrivelmente, até ESQUECIDAS (NÃO ACHO QUE ACOBERTADAS) pelos ambientalistas, empresas, governos, cátedras, imprensa etc., MUNDIAIS). Tal diagnóstico base em inglês já inicia com o sugestivo título do que acontece, e se esquecem, em nível Mundial: “BRICK BY BRICK: THE HERCULEAN TASK OF CLEANING UP THE ASIAN BRICK INDUSTRY = “TIJOLO A TIJOLO: A TAREFA HERCÚLEA DA LIMPEZA (SÓCIO-AMBIENTAL) DA INDÚSTRIA DE TIJOLO ASIÁTICA (MUNDIAL)”
Obs: Este diagnostico fascinante foi escrito em 2017 pelo prof. Dr. Urs Heierli, economista (Ph. D., University of St. Gallen), que, a partir de 1987 a 1999, atuou como Diretor Nacional da Agência Suíça para Desenvolvimento e Cooperação (SDC) em Bangladesh e Índia, mais pelo prof. Dr. Sameer Maithel, um tecnólogo de energia (Ph. D., Indian Institute of Tecnologia, Bombaim) que, de 1994 a 2006, trabalhou para o TERI. Ele é associado a projetos do setor de tijolos SDC na Índia (desde 1995) e no Vietnã (desde 2001). Atualmente ele está baseado em New Délhi.
RESUMO -
“O ELEVADÍSSIMO CONSUMO DE CARVÃO MINERAL/VEGETAL (na maioria dos países, provindos de lenha florestal ou de seus processamentos e como sub-produtos) PELA AINDA ANTIQUADA E POUCO EFICIENTE, segundo os autores, INDUSTRIA MUNDIAL DE TIJOLOS, TELHAS, CARVÃO SIDERÚRGICO, LOUÇAS, PISOS, LADRILHOS, CIMENTOS, CARVÃO SIDERÚRGICO/METALÚRGICO E SIMILARES - REVELA-SE, neste momento e de futuro, como um problemão ambiental, totalmente descuidado/abandonado pelos Governos e empresas MUNDIAIS e, curiosamente, até pelos ambientalistas, imprensa mais pela maioria da cátedra, pesquisas etc.. MUNDIAIS (no Mundo, há pouca P&D e melhorias acerca, como se fossem setores tabus ou perigosos ou a serem esquecidos). NOS DIVERSOS TIPOS DE FORNOS MUNDIAIS CONTÍNUOS COM TÚNEL, O CONSUMO MÉDIO DE CARVÃO FICA ENTRE elevadíssimos 32 T. e 71 T. PARA SE PRODUZIR 100 MIL TIJOLOS de qualidade (vide tabela 1 do link em inglês ao final), suficientes para cerca de 30 a 40 residências classe média baixa. Já nos fornos não-contínuos, mesmo que intermitentes, mais usados (não nos simples do tipo acende, processa, resfria, apaga, que consomem bem mais, pois de 15,8% a 49,4% da energia térmica interna é desperdiçada - vide a seguir), o consumo CARBONÍFERO (mineral ou florestal) varia entre 16 t. e 40 t. por 100 mil tijolos (isto fora o que acontece – acho que totalmente fora de controle sócio-ambiental/energético - nas poderosíssimas indústrias de telhas, vidros, louças, refratários, cimentos, cal, gesso etc..), sendo no Mundo, incrivelmente, os fornos da Alemanha os que mais consomem.
Já, de momento, a demanda de 4,0 bilhões de pessoas por melhores moradias, melhores locais de trabalho, novos escritórios, restaurantes, escolas e melhores infraestruturas alimenta um crescimento vigoroso e constante do setor de construção. Este já é o setor mais importante para absorver o grande número de candidatos a emprego, mesmo que com baixa qualificação, mas seres humanos que precisam de alimentos, estudos, habitações e oportunidades.
Contudo, nos pelo menos 10 subsetores ou segmentos abaixo descritos, todos são baseados em transformação mínima ou AGROINDUSTRIALIZAÇÃO (muito se esquecem disto) de matérias-primas a partir de rochas, terras, solos, subsolos, argilas, areias, granitos, mármores etc.., em especial, na indústria de tijolos/telhas/pisos/cerâmicas. INFELIZMENTE, trata-se, na maior parte, de indústria tradicional, familiares e ainda com fortes resistências às mudanças (fatos comprovados pelos autores em muitos países, tanto que os novos estudos, diagnósticos e teses publicadas acerca são mínimos e antigos/ultrapassados, ante as novas realidades e os desafios técnicos, socioambientais e econômicos mundiais atuais), mas essas mudanças são necessárias e virão mais cedo ou mais tarde. Segundo eles, as contradições ambientais vão aumentar e não será mais possível usar solo superficial e o carvão, natural ou vegetal, excessivamente, ainda mais se forem para produzir itens processados de baixa qualidade. As condições sociais podem continuar tão ruins quanto elas já o são, isto enquanto não houver outras oportunidades de empregos para tais trabalhadores, em geral migrantes e de baixíssima qualificação (início de um caos social prenunciado), que se aglomeram nas portas de muitas industrias setoriais (exceto das de construção civil e dos comércios e transportes delas dependentes), boa parte de pequenas/médias empresas já ultrapassadas, com baixas rendas brutas e liquidas, bem perdidas tecnicamente e “atuando como a espera de milagres”.
ARTIGO –
Em nível mundial, existe um grande potencial para economia de energia e a redução da eliminação de CO2 inerte e/ou estocado nas energias dos carvões, lenhas e florestas/resíduos na fabricação de tijolos e demais itens da construção civil. Trata-se de uma extensa lista com dezenas de atividades/segmentos, operando em separado e até muito desunidas, cada uma com seu nível tecnológico e de poluentes. Idem de geração de emprego e de renda e de muitas dificuldades - até ambientais e licenciativos/burocratizados/medrosos/poucos conhecedores reais -, na maioria dos locais, até por se tratarem de indústrias muito antigas - desde as cavernas -, muitas conservadoras, tradicionais, familiares e bastantes aversas as mudanças e melhorias, em todos os sentidos, como já citei que comprovaram os autores e em diversos países.
No planeta, o cozimento de tijolos de argila é praticado há mais de 4.000 anos. O processo de queima de tijolos consiste essencialmente de aumentar a temperatura dos tijolos progressivamente ao longo de um período de tempo, mantendo-os em um pico de temperatura (em cerca de 800-1100 º C) e, em seguida, resfriá-los de volta à temperatura ambiente. Ao longo dos anos, os fornos de tijolos basicamente evoluíram de fornos rudimentares "intermitentes" para fornos mais complexos, "contínuos" e com maior eficiência energética/produtiva. Em fornos intermitentes, os tijolos são queimados em lotes. Geralmente, tijolos e o combustível é empilhado em camadas e todo o lote é queimado de uma vez; o fogo pode morrer e os tijolos são permitidos esfriar depois de terem sido queimados. Em um forno contínuo (tipo túnel ou similares), por outro lado, o fogo está sempre queimando e os tijolos estão sendo aquecidos, queimados e resfriados simultaneamente em diferentes partes do forno. O calor dos gases de combustão do carvão, lenha e similares é utilizado, tanto para o aquecimento, como para a secagem de tijolos verdes e o calor nos tijolos vermelhos é usado para pré-aquecer o ar para a tal combustão das fontes energéticas necessárias. Graças à incorporação da recuperação de calor, os fornos contínuos são hoje os mais eficientes em termos de usos das energias.
Na antiga Asia, o velho setor tradicional de fabricação de tijolos tem milhares de anos e fornece sustento a centenas de milhares de pessoas pobres. A tarefa de atualizar (“retrofit”) muitas indústrias de tijolos de pequeno e médio portes no sul e no leste da Ásia é hercúlea, mas altamente viável. Entre 35% e 45% dos custos de produção do tijolo estão nas fontes de energia térmica mais um pouco de elétrica. A Índia é, depois da China, o segunda maior produtor de tijolos do mundo (140 bilhões de ud./ano). A Índia usa 24,0 milhões de toneladas de carvão para isso - parte significativa e que ao lado do cimento - são responsáveis diretas por cerca de 17% das emissões nacionais de carbono (isto fora as partes indiretas nas formas de dizimações continuadas e progressivas de florestas, biomas etc., para tanto). No Paquistão, a produção de tijolos é responsável por 54% de todo o consumo de carvão. No vale de Kathmandu do Nepal, tais industrias correspondem por 33% da poluição do ar.
A produção MUNDIAL APENAS DE TIJOLOS (foco principal deste diagnostico indiano, mas que somente representa uns 20%-30%, economicamente, da poderosíssima e gigante indústria mundial total com uns 20 a 30 segmentos e setores diferenciados e a SOMAR socioambiental e economicamente. Tudo se produz com base nas transformações e industrializações de terras, solos, calcários, argilas, sílicas, minerais simples etc. e para produzir-se, anualmente, bilhões de tijolos, telhas, vidros, cimentos, louças, refratários, pisos, ladrilhos, gesso, cal, carvão siderúrgico/metalúrgico de milhões de fornos rurais do tipo iglu e até altos-fornos das aciarias nos processos de guseificação, fundamental do minério de ferro. De comum, quase todas são tecnologicamente/transformacionais/agregadoras de valor etc. e quase que 100% estão baseadas nas ELEVADÍSSIMAS queimas/compras de termias vegetais e/ou petrolíferas/GN etc., MESMO NÃO SENDO AS MATÉRIAS-PRIMAS PRINCIPAIS A PROCESSAR.


