O relatório de oferta e demanda deste mês de outubro, relativo a safra 2006/07, divulgado no último dia 12/10 pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), trouxe novas alterações nos números referentes à safra de soja e milho. No caso da produção de soja dos EUA os números, embora revistos para cima, ainda estão subestimados. Efetivamente o USDA está projetando uma safra de soja estadunidense de 86,78 milhões de toneladas, ante as 84,18 milhões de toneladas informadas no relatório de setembro passado. Previsões privadas indicam uma produção de 88 milhões de toneladas para a oleaginosa naquele país. Por sua vez, os estoques finais do grão nos EUA passaram a ser projetados em 15,11 milhões de toneladas (contra 14,44 milhões anunciados em setembro). Apesar do indicativo baixista para as cotações do grão em Chicago, o mercado registrou, neste mesmo dia 12/10, um fechamento em US$ 5,79/bushel, colocando a cotação no patamar mais elevado desde o dia 02/08 passado quando o grão bateu em US$ 5,81/bushel. Essa elevação, no entanto, não encontra fundamentos que a sustentem, sendo resultado de especulações e ajustes técnicos influenciados pelas fortes altas nas cotações do trigo (as mais altas desde abril de 1996). Em termos mundiais, a produção de soja passou a ser projetada em 224,59 milhões de toneladas, ou 2,7 milhões de toneladas a mais do que a projeção feita no relatório passado. Para as produções brasileira e Argentina (safra 2006/07), os números foram mantidos em 56 milhões de toneladas e 41,3 milhões de toneladas respectivamente. Afora isso, o USDA reduziu a produção estadunidense de milho, projetando 277,30 milhões de toneladas (contra 282,30 milhões projetadas em setembro), e também revisou os números referentes aos estoques finais do grão no país, os quais passaram para 25,29 milhões de toneladas (contra 31 milhões de toneladas previstos em setembro).
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