Em uma população não seleta de touros, 20% a 40% dos animais apresentam infertilidade ou subfertilidade por inadequada qualidade seminal e/ou alterações físicas que impedem a cópula ou diminuem a libido. Alguns pesquisadores informam que o número de touros zebuínos inférteis e subférteis em serviço no Brasil é elevado, aproximadamente 40% apresentando algum distúrbio de fertilidade ao exame andrológico (exame do sêmen e dos genitais masculinos). Existem evidencias de que a porcentagem de touros considerados inaptos à reprodução é crescente conforme a idade, além de veiculação mais fácil de doenças da reprodução. Pesquisas realizadas nas principais áreas produtoras de carne do Brasil Central evidenciaram subutilização de touros nas atuais relações touro:vaca preconizadas. De forma geral, utiliza-se, em áreas de pastagem cultivada, a relação touro:vaca de 1:25, ou seja, um touro para cada grupo de 25 vacas. No Pantanal, onde pratica-se a pecuária extensiva explorada em pastagens nativas, os produtores utilizam a proporção touro:vaca de 1:10. Entretanto, recentes estudos mostram que se pode duplicar a utilização destes touros nestas regiões, bastando para isso fazer a seleção adequada dos reprodutores. Para isso, torna-se imprescindível a realização de uma criteriosa avaliação reprodutiva do macho.
Estudos realizados nos EUA, com animais de origem européia, mostraram que não há repercussão negativa na taxa de fertilidade do rebanho quando se utilizam proporções touro:vaca de 1:25 até 1:60. Estudos recentes realizados no Mato Grosso do Sul, utilizando-se proporções touro:vaca de 1:40, 1:60 e 1:80 obtiveram-se taxas de prenhez de, aproximadamente, 71%, 66% e 66%, respectivamente. Estudos relativos à redução da proporção touro:vaca com reprodutores zebuínos em condições tropicais ainda são escassos no Brasil, entretanto, a globalização da economia tem gerado a necessidade de redução de custos de produção e melhora da produtividade para se conquistar novos mercados.

