“Produção de eletricidade e/ou aquecimento/resfriamento – sem os caríssimos e cartelizados ciclos Otto, Diesel, Parsons, Rankine vapor ou ORC e suas fontes sujas ou insustentáveis -, apenas com ar comprimido grátis e sustentável (ou Helio, hidrogênio e nitrogênio, recuperáveis) e a partir de pequenas e médias fontes térmicas limpas e localizadas (solar direta, biomassas cultivadas e, futuramente, por fluidos térmicos também provindos da queima sustentável do singas de lixo, biomassas, fezes pastosas, lodo de esgoto etc..)”.
No Brasil, sem deméritos, os novos Stirling (a nova onda energética/ambiental Mundial junto com a solar, a eólica e as biomassas) são pouco ou nada conhecidos, pesquisados e sequer apoiados (acho que “zero” de esforços públicos ou privados para tanto). Infelizmente, a maioria ainda vive do sucesso – louvável - mais do discurso ambiental positivo - já muito repetido - do etanol de qualquer geração mais do biodiesel, cujas demandas mundiais tendem a reduzir muito, pois todos já lemos e acompanhamos os já elevados sucessos rápidos dos veículos elétricos mais híbridos com baixíssimo consumo mais a hidrogênio, a ar comprimido, solar e até a singas rico.
Trata-se o Stirling de um motor a EXPANSÃO interna de ar livre ou de gases reaqueciveis, recuperáveis ou não (Leis de Gay Lussac, de Charles/Kelvin, de Avogrado mais Hipótese de Avogrado) não de um motor com COMBUSTÃO INTERNA. Contudo, há novos motores Stirling em desenvolvimento final, já de médio e grande porte, que também operam com até 5 pistons (êmbolos) em linha, movimentando e comprimindo os gases alternadamente, embora não haja COMBUSTÃO nem emissões intensas ou incontroláveis nem barulhos intensos nem vibrações intensas nem contaminações progressivas do subsolo nem das águas subterrâneas. A vida útil mínima do Stirling é imensa e entre 5 e 7 vezes maior do que a dos motores e circuito ranking e URV tradicionais.
Não se pode, em absoluto, confundir o novo motor Stirling com os antigos motores a gasogênio, muito utilizados na segunda guerra mundial (1942 a 1945), MAS COM COMBUSTÃO INTERNA e nada de sustentabilidade.
Operacionalmente, o Motor Stirling antigo se parece muito com as antigos barcos a vapor de Fulton em 1807 e com as locomotivas a vapor de Fulton e Sthepenson em 1814 (também não sustentáveis, pois consumiam muita água não recuperável/reciclável mais carvão ou lenha, provindos de fonte não sustentáveis).
Vide filmete ilustrativo e demonstrativo:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Motor_Stirling
Este motor revolucionário, inventado por Robert Stirling (pastor escocês, falecido em 1878), foi desenvolvido pela empresa holandesa Philips nas décadas de 50 e de 60, mas que, somente recente, voltou a se interessar por ele, isto depois que a NASA e a USAF o colocaram na pauta de prioridades técnicas a apoiar (estes com hélio ou hidrogênio recapturável, obviamente, não com ar natural).
Ele foi abandonado no pós-guerra pela grande oferta de derivados e petróleo mais, ao que parece, também por pressões das 7 grandes do petróleo mais dos Governos e dos fabricantes de motores.
Alguns protótipos construídos pela empresa holandesa Philips nas décadas de 1950 e 1960 chegaram a índices de 45% de eficiência térmica, superando facilmente os motores a gasolina, diesel e as máquinas a vapor (estas com eficiência entre 20% e 35%). A Philips voltou à carga e já tem novo Stirling modificado para gerar 250 KW.
Até 1985, eles eram muito fabricados experimentalmente ou mais como brinquedos.
A poderosa NASA – um grande suporte atual contra os possíveis cartéis e grandes corporações acima descritas - investiga e apóia os Stirling e seus potenciais desde 1989, pois ele também é o ideal para estações espaciais, aeronaves e até submarinos.
https://ntrs.nasa.gov/archive/nasa/casi.ntrs.nasa.gov/19890010823.pdf
Hoje, há seis formas principais de Stirling modificados, sendo três originais, conforme o numero e a posição do eixo principal: alfa, beta e gama, mas o gama sobressaia até porque tem retorno automático do pistão e tem o ar inicial já um pouco comprimido pelo contra-eixo (como nos virabrequins dos automóveis). Cada um deles tem suas vantagens, desvantagens, custos e potenciais diferenciados.
Vide:
https://manualdomotorstirling.blogspot.com.br/2014/03/
Modernamente, temos mais três tipos de novos Stirling modificados: 1) Com baixo diferencial térmico (“Ltd - Low Temperature Differential Stirling”); 2) Com pistão livre e flexivel (“FPSE - Free Piston Stirling Engines”) para pequenas e médias gerações caseiras ou prediais (01 a 25 KW); 3) Os Stirling Cinéticos (“Kinematic Stirling Engines”) de médio e grande porte, já para gerar até 2.500 KW com até 5 pistons (500 KW por êmbolo).
Tais motores são 100% limpos e sustentáveis, com fontes gratuitas ou regeneráveis e quase não produzem ruídos. O maior problema atual é o ainda elevado preço (embora já em declínio rápido - vide a seguir), por falta de escala de compra/fabricação e por muita pressa das empresas e institutos desenvolvedores menores em recuperarem rapidamente seus investimentos (com altos lucros) antes que apareçam grandes concorrentes cartelizados e bem maiores que se impõem nos mercados e dominem as fabricações.
Há uns 5 anos, os Stirling de pequeno porte vêm sendo usados em algumas modernas e mais baratas usinas solares heliotérmicas captadoras com disco (“Dish Stirling”), mas ainda na maioria para pequenas gerações de apenas 40 KW a 60 KW (média de 50 KW) por cada árvore captadora (a maioria na forma de disco solar) e com bateria ao pé, infelizmente, como na geração PV fotovoltaica. Pode parecer pouco, mas somando-se um campo com 1,2 mil arvores por hectare (espaço ocupado de 5,0 a 10,0 ms2 cada, com média de 8 ms2) serão gerados - durante as horas úteis reais de captura intensa (apenas 7 a 9 horas) - até 6,0 MWh/hectare (algumas chegam a 10 MW/hectare).


