Sementes prometem mudar tudo no plantio de cana
"Vamos usar equipamentos de outras culturas"
"Vamos usar equipamentos de outras culturas" - Foto: Pixabay
A adoção de novas tecnologias no plantio agrícola avança com propostas que buscam maior eficiência, escala e padronização. Nesse contexto, iniciativas voltadas à substituição de métodos tradicionais indicam uma mudança relevante na forma de implantação das lavouras.
O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) inaugura nesta semana uma planta de sementes sintéticas de cana-de-açúcar, marcando uma nova fase de um projeto desenvolvido ao longo de 13 anos. Segundo o diretor comercial Luiz Antônio Dias Paes, a proposta é substituir práticas como o uso de colmos e mudas pré-brotadas, com a introdução de uma tecnologia voltada ao plantio comercial sem a necessidade de viveiros.
“Vamos usar equipamentos de outras culturas, de parceiros, de tecnologia do ponta, para que o produtor possa, principalmente, ter escala. Então, é uma etapa importantíssima para que possamos ir para a próxima etapa, que é uma planta comercial. Aí, sim, já a semente estará mais próximo do cliente”, complementa.
A unidade inaugurada tem caráter demonstrativo e permitirá ampliar testes relacionados ao plantio mecanizado, automação e padronização dos processos. A expectativa é avançar para uma etapa comercial, aproximando o produto do mercado. Na safra 2025/26, já houve plantios experimentais em usinas parceiras e áreas externas, além da implantação de 20 hectares com uso de sementes.
Entre os desafios apontados estão questões logísticas e o desenvolvimento de maquinários, conduzido em parceria com empresas do setor. A meta é elevar significativamente a capacidade operacional, com potencial de ampliar o rendimento diário de plantio. “O cuidado com relação ao plantio é chave para a formação de um canavial que vai ficar no campo por cerca de cinco anos. Além de escolher a genética certa e produzir corretamente, por enquanto, atentar à qualidade do viveiro e da muda é essencial”, afirma.