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Transição tributária começa a impactar mercado do arroz

A aplicação integral da isenção está prevista para 2027


A aplicação integral da isenção está prevista para 2027 A aplicação integral da isenção está prevista para 2027 - Foto: Pixabay

A reforma tributária inicia uma fase de transição que altera o ambiente de negócios do setor de alimentos e começa a produzir efeitos graduais sobre o mercado. Segundo análise de Sergio Cardoso, diretor de operações na Itaobi Representações, o arroz passa a integrar a Cesta Básica dentro do novo modelo, com previsão de alíquota zero de IBS e CBS no sistema definitivo.

A aplicação integral da isenção está prevista para 2027, mas o processo de adaptação tem início agora, exigindo ajustes operacionais, fiscais e estratégicos ao longo do período de transição. A mudança tende a trazer maior previsibilidade ao sistema tributário, reduzindo incertezas que historicamente afetaram o planejamento do setor. A expectativa é de diminuição do ruído tributário no médio prazo, com impacto mais direto sobre o consumo do que sobre a estrutura do mercado.

Apesar do avanço institucional representado pela reforma, os principais desafios do arroz permanecem essencialmente econômicos. A combinação de oferta elevada e estoques altos continua pressionando preços e margens da indústria, limitando ganhos mais imediatos. A dependência das exportações segue como fator relevante para o equilíbrio do mercado interno, tornando o setor sensível às condições externas.

No contexto do Mercosul, questões como custo de produção, eficiência logística, variações cambiais e coordenação comercial assumem papel ainda mais decisivo para a competitividade. A reforma, nesse cenário, não altera de forma direta esses fundamentos, mas estabelece um ambiente tributário mais estável para que decisões econômicas sejam tomadas com menor grau de incerteza.

Com o início da transição, o mercado passa a operar sob novas regras fiscais, enquanto o ajuste segue condicionado principalmente a fatores de oferta e demanda. O movimento em curso reforça que o impacto mais profundo no setor continuará vindo das dinâmicas econômicas, e não apenas das mudanças tributárias.
 

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