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Biocombustíveis influenciam soja e milho

Outro fator acompanhado pelos analistas foi o conflito no Oriente Médio


Outro fator acompanhado pelos analistas foi o conflito no Oriente Médio Outro fator acompanhado pelos analistas foi o conflito no Oriente Médio - Foto: Canva

O mercado internacional de grãos registrou uma semana de forte volatilidade, influenciado por fatores ligados à política energética e ao cenário geopolítico. Segundo análise divulgada pela StoneX, soja e milho reagiram principalmente às discussões sobre biocombustíveis nos Estados Unidos e às incertezas provocadas pelas tensões no Oriente Médio.

No caso da soja, o complexo apresentou oscilações após o envio, pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, da proposta final de mandatos obrigatórios de biocombustíveis à Casa Branca. O mercado mantém expectativa de aumento das metas ainda neste ano, ainda que o documento não traga grandes novidades nem definições para períodos mais longos. Os chamados RVOs seguem centrais para a demanda interna de soja no país, especialmente por meio da indústria de biodiesel, ajudando a definir o balanço americano da oleaginosa.

Outro fator acompanhado pelos analistas foi o conflito no Oriente Médio. Os ataques na região tendem a pressionar os preços da gasolina, o que pode estimular a demanda por biocombustíveis e, consequentemente, por óleo de soja e pela própria oleaginosa. Ao mesmo tempo, a colheita de uma nova safra recorde no Brasil, somada a um basis bastante descontado, reforça a competitividade do produto brasileiro e pressiona os Estados Unidos no comércio global. Um eventual avanço nos embarques americanos poderia reduzir o risco de revisões baixistas no balanço do país.

No mercado de milho, os dados da Administração de Informação de Energia mostraram leve recuo na produção semanal de etanol nos Estados Unidos, embora o volume ainda permaneça em patamar historicamente elevado. A principal discussão envolve a sustentabilidade desse ritmo, já que não há, por enquanto, planos relevantes de expansão de capacidade. Mesmo assim, as margens seguem consideradas atrativas, sustentadas pelo custo relativamente baixo do milho e pela maior participação da demanda externa.
 

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