Dólar recua e impacta mercado de grãos
Milho segue atento ao clima e à economia
Foto: Pixabay
O mercado de milho deve concentrar atenções no comportamento das chuvas no Centro-Sul do Brasil ao longo desta semana, segundo análise “Direto do Campo”, da Grão Direto, produzida pela Grainsights e divulgada na segunda-feira (13). A consolidação da produtividade da safrinha depende da regularidade das precipitações até maio. “Caso a estiagem persistir nas áreas sob alerta (PR e sul de MS), poderemos observar a introdução de um prêmio de risco nas cotações da B3 para os vencimentos de julho e setembro.”
No cenário internacional, o mercado acompanha o início do plantio da safra 2026/27 nos Estados Unidos, com dados do USDA indicando possível ajuste de área em favor da soja. A análise aponta que eventuais atrasos nos trabalhos de campo, causados por excesso de umidade no Corn Belt, podem dar suporte às cotações do milho em Chicago. No mercado interno, a divulgação do novo levantamento de safra da Conab é destacada como fator relevante, sobretudo se houver revisão negativa da safrinha em função do estresse hídrico.
No campo macroeconômico, a análise indica alívio nas tensões entre Estados Unidos e Irã, com impacto no câmbio. “O cenário macroeconômico global apresentou um alívio significativo com a trégua nas tensões entre Estados Unidos e Irã, levando o dólar a recuar 2,88% na semana e fechar a R$ 5,01, o menor valor desde o primeiro semestre de 2024.”
No Brasil, o IPCA de março avançou 0,88%, acima das expectativas, reforçando a perspectiva de manutenção de juros elevados. “Essa combinação de dólar baixo e juros altos atrai capital estrangeiro, mas desafia a competitividade das exportações de grãos, que perdem valor nominal em reais.” A análise ressalta a importância de acompanhamento do mercado e dos custos de produção por parte dos produtores.