Milho: Ritmo no campo contrasta com negócios lentos
No Rio Grande do Sul, a colheita da primeira safra 25/26 atinge 75% da área
No Rio Grande do Sul, a colheita da primeira safra 25/26 atinge 75% da área - Foto: USDA
O mercado de milho na região Sul e no Centro-Oeste apresenta avanço nos trabalhos de campo, mas segue com negociações lentas e preços pressionados em diversas praças. Levantamento da TF Agroeconômica indica que a evolução da colheita e do plantio ocorre em meio a um ambiente de cautela por parte dos compradores e liquidez restrita no mercado spot.
No Rio Grande do Sul, a colheita da primeira safra 25/26 atinge 75% da área, conforme dados da Conab, avanço sobre os 68% da semana anterior e em linha com a média histórica. As produtividades permanecem próximas das estimativas iniciais, embora haja perdas superiores a 40% na Fronteira Oeste. Em áreas irrigadas de São Gabriel, os rendimentos chegam a 12 mil quilos por hectare, enquanto em regiões como Erechim e Caxias do Sul as médias giram em torno de 9 mil quilos por hectare. O preço médio estadual recuou 0,97% na semana, para R$ 58,24 por saca, com referências entre R$ 56 e R$ 64, conforme a praça.
Em Santa Catarina, a colheita alcança 28% da área, ainda abaixo da média histórica de 36% para o período. O mercado permanece travado, com pedidas próximas de R$ 75 por saca e ofertas ao redor de R$ 65, além de custos logísticos elevados que limitam novos fechamentos.
No Paraná, a colheita da primeira safra chega a 42%, acima da média histórica, enquanto a semeadura da segunda safra atinge 45% da área estimada. Apesar do avanço no campo, os negócios seguem pontuais e regionalizados, com diferenças de preços refletindo custos e dinâmica local.
No Mato Grosso do Sul, o plantio da safrinha também alcança 45%, superando a média histórica. As cotações variam entre R$ 54 e R$ 56,50 por saca, com leve reação após quedas anteriores, mas ainda com mercado de baixa fluidez e atuação seletiva da demanda.