Análises indicam cautela para os preços da soja
Na Bolsa de Chicago, o contrato maio de 2026 opera de forma lateral
Na Bolsa de Chicago, o contrato maio de 2026 opera de forma lateral - Foto: Divulgação
O mercado da soja atravessa um momento de ajustes distintos entre o ambiente internacional e o mercado doméstico, refletindo fatores técnicos, avanço de safra e expectativas de oferta. De acordo com análise da TF Agroeconômica, os preços em Chicago e no Brasil caminham em direções diferentes no curto prazo, em um cenário típico de período pré-colheita.
Na Bolsa de Chicago, o contrato maio de 2026 opera de forma lateral a levemente corretiva após a forte valorização observada entre o fim de outubro e a metade de novembro. Depois de alcançar níveis próximos de mil cento e setenta e cinco cents por bushel, o mercado passou por uma correção técnica e encontrou suporte na região de mil e sessenta cents. Os pregões mais recentes indicam tentativa de estabilização após a queda mais intensa registrada em dezembro, com volume ainda elevado, sinalizando ajuste de posições e não uma saída estrutural dos participantes. O fechamento ao redor de mil e setenta e quatro cents sugere perda de força do movimento baixista, embora ainda não haja confirmação de retomada consistente das altas. A formação de uma base de curto prazo segue condicionada ao clima favorável no Brasil e à perspectiva de ampla oferta sul-americana.
No mercado interno, o indicador de soja CEPEA ESALQ do Paraná apresenta viés claramente negativo no curto prazo. Após um período de estabilidade, os preços recuaram de forma acentuada na última semana, saindo da faixa de cento e trinta e cinco reais por saca para níveis próximos de cento e vinte e oito reais, com leve recuperação técnica no final do período. O movimento reflete o avanço da safra brasileira, a postura defensiva dos compradores diante da expectativa de maior oferta e a dificuldade de repassar eventuais reações positivas de Chicago para o mercado físico.