Cenários regionais da soja mostram contrastes na safra
Em Santa Catarina, o plantio também alcançou 96% da área
Em Santa Catarina, o plantio também alcançou 96% da área - Foto: Divulgação
O mercado da soja apresenta um cenário heterogêneo nas principais regiões produtoras do país, combinando avanço do plantio e da colheita, desafios sanitários e movimentos distintos de preços. Levantamento da TF Agroeconômica aponta que as condições climáticas recentes têm favorecido o desenvolvimento das lavouras em parte do Sul, enquanto questões logísticas e fitossanitárias seguem no centro das atenções em outras áreas.
No Rio Grande do Sul, o desenvolvimento das lavouras é avaliado entre satisfatório e muito bom, com 96% da área semeada e forte recuperação de produtividade em relação à safra anterior. A projeção indica rendimento médio de 3.180 quilos por hectare e produção estimada em 21,44 milhões de toneladas, impulsionadas por chuvas bem distribuídas. O avanço da safra pressiona a logística, com expectativa de escoamento bem superior ao ciclo passado e preocupação quanto à disponibilidade de fretes e capacidade de recepção. Os preços no porto de Rio Grande ficaram em R$ 131,10 por saca, com recuo semanal.
Em Santa Catarina, o plantio também alcançou 96% da área, com foco na sanidade das lavouras e baixo registro de ferrugem-asiática. A demanda das indústrias locais de farelo sustenta as cotações internas, que se mantêm firmes mesmo diante de oscilações negativas nos portos exportadores, com a saca cotada a R$ 134,71 em São Francisco do Sul.
No Paraná, o ambiente é de cautela, com colheita ainda incipiente e aumento expressivo dos casos de ferrugem-asiática, que já somam 88 registros. Apesar disso, o indicador de preços no mercado interno apresentou leve alta, enquanto o porto permaneceu estável. Em Mato Grosso do Sul, o plantio está concluído, mas a elevada incidência de doenças limita os negócios e pressiona os custos de produção. Já em Mato Grosso, a colheita avança acima da média histórica, ao mesmo tempo em que a grave deficiência de armazenagem e a alta dos fretes reforçam o quadro de preocupação logística no estado.