Manejo biológico de lagartas é tendência irreversível
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Imagem: Pixabay
ALGODÃO

Manejo biológico de lagartas é tendência irreversível

Líder do segmento cresceu mais de 600%
Por: -Leonardo Gottems

O avanço do manejo biológico de lagartas no algodão para ser uma tendência irreversível, pelo menos aos olhos da nova líder do segmento, AgBiTech, que cresceu 608% entre os ciclos 2018/2019 e 2019/2020 da cultura. Os dados são oriundos de um divulgado pela consultoria Spark Inteligência Estratégica. No mesmo período, a companhia, especialista em produtos à base de baculovírus, elevou seu market share de 13% para 46% do segmento de biolagarticidas para a pluma.  

O mercado total de inseticidas para controle de lagartas do algodão, abrangendo químicos, caiu 7% na safra 2019-20, para aproximadamente US$ 144 milhões. Em contraponto, o segmento específico de bioinseticidas mais do que dobrou sua importância econômica. “A área tratada com estes produtos atingiu 514 mil de hectares da pluma, alta de 103% ante o ciclo 2018-19. A movimentação em vendas, de US$ 5,3 milhões, subiu 102% e correspondeu a 3,7% do mercado total”, diz a empresa. 

“São números extraordinários, que reforçam tendência de crescimento contínuo na adoção das práticas de manejo biológico de lagartas. Ao mesmo tempo, os dados consolidam expectativa de rápida integração dos bioinseticidas ao manejo do produtor de algodão no controle dessas pragas”, assinala Murilo Moreira, diretor de marketing da AgBiTech. 

Segundo a AgBiTech, o sucesso se deve ao Cartugen®, formulado à base de baculovírus, um bioinseticida que, segundo a empresa, atingiu 44% de market share duas safras depois de lançado. Ele apresenta resultados consistentes no controle da lagarta Spodoptera frugiperda, considerada uma das pragas de mais difícil manejo no algodoeiro. 

“No algodão, o impacto negativo da ação de lagartas é mais agressivo, pois ocorre diretamente na maçã da planta, com grave dano à produção. O avanço de Cartugen® nessa cultura se deve, sobretudo, à ação protetiva que o produto transfere às estruturas reprodutivas da pluma”, finaliza Moreira. 


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