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Cenário externo e fiscal molda expectativas do mercado

No campo fiscal, dezembro registrou novo recorde de arrecadação federal


No campo fiscal, dezembro registrou novo recorde de arrecadação federal No campo fiscal, dezembro registrou novo recorde de arrecadação federal - Foto: Divulgação

O cenário econômico recente reflete movimentos relevantes no ambiente internacional e doméstico, com impactos diretos sobre mercados financeiros, política monetária e fluxo de capitais. Segundo relatório do Rabobank, decisões recentes nos Estados Unidos reduziram tensões externas ao descartar o uso da força em disputas geopolíticas e adiar a imposição de tarifas sobre produtos europeus após o estabelecimento de um quadro para um acordo futuro.

No campo monetário, a expectativa é de manutenção da faixa da taxa básica americana entre 3,50% e 3,75%, o que reforça um ambiente de cautela global. Esse contexto de incerteza tarifária e geopolítica tem estimulado a diversificação de investidores internacionais para fora de ativos americanos, ainda que persistam dúvidas fiscais e políticas em economias emergentes. No Brasil, mesmo diante desse cenário, o real apresentou desempenho positivo, com o dólar encerrando a semana anterior a R$ 5,3713, o que representou uma valorização semanal de 1,60%, uma das melhores entre moedas emergentes. Apesar disso, a projeção segue apontando a moeda americana em R$ 5,60 ao fim do ano.

No campo fiscal, dezembro registrou novo recorde de arrecadação federal, alcançando R$ 292,8 bilhões, com crescimento real de 7,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano, a arrecadação somou R$ 2,886 trilhões, o melhor resultado desde 2000. Já no setor externo, houve deterioração do déficit em transações correntes, influenciada pela piora da balança comercial. O déficit anual chegou a US$ 68,8 bilhões, equivalente a 3,0% do PIB.

O investimento estrangeiro direto mostrou retração em relação ao ano anterior, embora ainda em patamar elevado, somando US$ 77,7 bilhões no acumulado do ano. A agenda econômica segue carregada, com destaque para decisões de política monetária, indicadores de inflação, mercado de trabalho e resultados fiscais no Brasil e em outros países da América Latina.
 

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