Cotações do boi permanecem estáveis apesar da pressão
Mercado do boi opera em “queda de braço” em SP
Foto: Divulgação
De acordo com a análise divulgada na quarta-feira (14) pelo informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, o mercado do boi gordo em São Paulo manteve cotações estáveis, em um cenário marcado por pressão dos frigoríficos e resistência dos pecuaristas. Segundo a consultoria, “não houve alterações nas cotações das diferentes categorias”, embora o mercado tenha operado em um ambiente descrito como de “queda de braço”.
Ainda conforme a Scot Consultoria, o escoamento da carne foi considerado satisfatório para o período, enquanto a oferta permaneceu suficiente para atender à demanda, garantindo escalas de abate confortáveis em parte dos frigoríficos. Diante desse quadro, algumas indústrias passaram a testar valores inferiores aos de referência. A ponta vendedora, no entanto, manteve postura firme e “cadenciou a oferta de boiadas”, evitando negociações a preços mais baixos.
O levantamento aponta que frigoríficos que ofertaram valores abaixo da referência e não possuíam parcerias comerciais enfrentaram dificuldade para adquirir animais e formar escalas, ao passo que unidades com programações mais curtas continuaram negociando dentro da cotação vigente. As escalas de abate, em São Paulo, atenderam em média a sete dias.
Em Alagoas, após o recuo de R$ 4,00 por arroba registrado no dia anterior, o mercado operou com estabilidade nas cotações de todas as categorias, segundo a Scot Consultoria. No Rio de Janeiro, a comparação diária também não indicou alterações nos preços.
Com isso, o preço do boi gordo completou oito dias consecutivos de estabilidade no estado fluminense, enquanto as cotações da vaca e da novilha somaram seis dias sem variações. Apesar disso, a consultoria sinaliza que a oferta começou a apresentar maior dificuldade para atender à demanda, o que levou ao surgimento de uma pressão altista inicial na praça.