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Probabilidade de El Niño supera 80% em 2026

Modelos climáticos indicam avanço do El Niño


Foto: Pixabay

O aquecimento das águas do Oceano Pacífico equatorial observado nas últimas semanas pode indicar a formação de um episódio de El Niño em 2026. A avaliação foi divulgada pelo Meteored Brasil com base nas projeções recentes da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), publicadas na quinta-feira (12).

De acordo com os meteorologistas, o aquecimento consistente das águas do Pacífico é um dos principais sinais da possível configuração do fenômeno climático. O Meteored Brasil informou que “no último mês, o Oceano Pacífico equatorial vem aquecendo de maneira consistente”, o que é considerado um indicativo da possível chegada do El Niño em 2026.

O fenômeno, conhecido como El Niño Oscilação Sul (ENSO), é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Pacífico equatorial. Esse processo altera a circulação atmosférica nos trópicos e influencia padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do planeta, incluindo o Brasil.

As projeções mais recentes indicam alta probabilidade de formação do fenômeno ao longo do próximo ano. Segundo o Meteored Brasil, a atualização mensal mostra aumento significativo nas chances de ocorrência do evento em comparação com a projeção divulgada em fevereiro.

Atualmente, a região conhecida como Niño 1+2, localizada próxima às costas do Peru e do Equador, já registra anomalias de temperatura da superfície do mar de até +0,9 °C. Segundo o Meteored Brasil, esse cenário indica a presença de um episódio de El Niño costeiro em desenvolvimento.

O aquecimento das águas do oceano já provoca impactos no clima da América do Sul. De acordo com a análise, chuvas intensas vêm sendo registradas no Peru e no Equador, fenômeno frequentemente associado à presença do El Niño.

As projeções da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) indicam que, no trimestre de março a maio, devem predominar condições de neutralidade no Pacífico, com probabilidade estimada em 93%. No entanto, a tendência de aquecimento se intensifica nos meses seguintes.

Segundo as estimativas, a probabilidade de formação do El Niño supera as chances de neutralidade no trimestre de junho a agosto e ultrapassa 80% no período de outubro a dezembro.

Na prática, os modelos climáticos indicam que o Pacífico equatorial deve permanecer em condição neutra durante grande parte do primeiro semestre, mas com probabilidade elevada de configuração do fenômeno no segundo semestre de 2026. Algumas projeções também apontam a possibilidade de formação antecipada, ainda no final do outono.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o El Niño Oscilação Sul (ENSO) é um dos fenômenos climáticos mais estudados do planeta e costuma provocar alterações significativas no regime de chuvas e temperaturas no território brasileiro.

Segundo o instituto, em anos de El Niño, é comum observar aumento das chuvas na região Sul, elevação das temperaturas no Sudeste, mudanças nas condições de chuva e temperatura no Centro-Oeste e redução das precipitações no Norte e em partes do Nordeste. O fenômeno também costuma estar associado a períodos mais secos e ao aumento do risco de incêndios florestais em algumas áreas do país.

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